Um café da manhã caprichado!

Ontem (18/07/10) foi o batizado do Arthur e eu e o Marido orgulhosamente fomos os padrinhos. Agora acontece que a igreja que nós escolhemos (N.Sra. do Paraíso em Santo André) realiza os batizados às 7 horas da manhã, pode? Então o normal que é fazer um almoço pra confraternizar o batizado acabou se transformando em um café da manhã delicioso pra família aqui em casa!

O menu foi:

Pra beber:

  • Suco de soja (morango e maçã)
  • Refrigerantes (para os saudáveis)
  • Café
  • Leite
  • Chá (Mate, Erva-Doce e Camomila)
  • Achocolatado
  • Água

Delícia né? Pois é, foi tudo muito gostoso e simples! Fica essa dica pra quem quiser chamar uns amigos em casa no café da manhã ou da tarde…

Gostou da dica? Vai fazer? Fez? Deixa um comentário!


Marido na Achiropita – A festa

Continuando a série sobre a festa de N. Sra. Achiropita, vou falar hoje sobre a festa em si que este ano chega na sua 84ª edição.

A festa acontece todos os anos, durante cinco finais de semana, geralmente sendo quatro em agosto e o primeiro de setembro, mas em 2010 o dia 01/08 será um domingo, assim o primeiro dia da festa será no dia 31/07, quando ocorre uma cerimônia de abertura as 17:30hs. E o último dia será 29/08 quando acontece o encerramento com muitos fogos.

O horário da festa é aos sábados das 18:00 às 00:00 e nos domingos das 17:30 às 22:30.

Duas partes compõem a festa, uma é a Cantina Madona Achiropita, um salão atrás da igreja é forrado de mesas e tem show ao vivo, leião e sorteio de brindes. Aos sábados há uma grande mesa de antepastos e pratos quentes à vontade e no domingo o convite dá direito a um prato de macarrão. Mas para ir na Cantina é preciso comprar os convites com antecedência, pois costumam acabar rapidinho. Eles começaram a serem vendidos no sábado (03/07) na secretaria da Igreja. Maiores informações nos telefones (11) 3105-2789 / 3283-1294.

A segunda parte, são 35 barracas montadas nas ruas Treze de Maio, São Vicente e Dr. Luiz Barreto, a entrada é franca e você compra as coisas nas próprias barracas. Vamos ver se lembro de todas as barracas:

  • Fogazza I e II – A menina dos olhos da festa, desde a 82ª são duas barracas que vendem para desafogar um pouco a barraca da 13 de maio, a maior da festa. Recheada de muzzarela com tomate, chega ter mais de 15.000 unidades vendidas em uma única noite! Totalmente feito no mesmo dia, a massa começa a ser feita ainda de manhã, assim como o recheio começa a ser preparado, ralando o queijo e picando o tomate. Um verdadeiro batalhão de mais de 100 pessoas fazem uma linha de produção que permite a incrível marca.
  • Fricazza – Uma massa leve à base de batatas, forma uma espécie de pizza/pão que é coberta por muzzarela ou calabresa fatiada. Vendida inteira ou em pedaços, costuma fazer bastante sucesso. Pode ser meio à meio.
  • Típica – A única barraca que vende mais de um tipo de comida, tem peperoni (pimentão) ou melanzana (berinjela) recheados, antepasto (berinjela preparada de 3 formas diferentes, pão, sardela) ou só a porçãozinha de pão.
  • Macarrão I, II, III e IV – As 3 primeiras são de Spaghetti e a última de Penne. Ao contrário do que muita gente pensa, a massa não é feita na festa, é fornecido por patrocinador. O que faz o sucesso do macarrão é o molho, esse sim feito na cozinha da festa durante a semana e com receita guardada a sete chaves pelas nonas da festa. O prato é sempre bem servido, acompanhado de queijo ralado e umas fatias de pão italiano.
  • Polenta Bolognesa – Outra maravilha da festa, uma deliciosa polenta firme coberta com molho bolognesa e queijo ralado.
  • Calabresa Brasa e Chapa – Nas duas barracas servidas da mesma forma, no pão com vinagrete.
  • Churrasco Brasa I e II e Chapa – Na brasa é na forma de espeto, sempre tem uma farinha e um molho de pimenta para quem gosta. Na chapa, é no mesmo esquema da calabresa, um bife no pão acompanhado de vinagrete.
  • Pizza I e II – Mini pizza de mussarela, feita na chapa na hora. Sempre bem recheada, é de dar água na boca ver as pessoa comendo com o queijo puxa-puxa fazendo propaganda.
  • Pedaços de Amor I e II –  Espetos de fruta cobertas com chocolate, tem morango, uva e abacaxi.
  • Doces I e II – Doces tipícos italianos como o crustolli, sfogliateli, canolli e outros. Mas também tem doces ‘normais’, como bolos, quindim, torta de morango e muitos outros.
  • Bar I, II, III – Cerveja, refrigerante, sucos, água e vinho. O vinho além do seco ou suave, tem o vinho quente com frutas, que sempre faz sucesso no frio de agosto.
  • Latinha I, II, III, IV – Barracas quem vendem refrigerante, sucos e água espalhadas entre as barracas.
  • Souvenir – Diversos itens para presentear ou levar de lembrança, tem o famoso pandeirinho da festa, boinas, imagens, terços e muito mais.
  • Rifa – A tradicional rifa da festa, sorteia todo ano um carro 0km e o mais legal, um queijo provolone de 2 metros de altura e 100kg !!! Para acompanhar, o ganhador do queijo leva junto um tonel de 40 litros de vinho!
  • Brinquedos e diversão – São diversas barracas de diversão para alegrar a garotada. Inclusive com aqueles pula-pula infláveis gigantes.

Toda essa estrutura é composta e mantida por mais de 1000 voluntários que perdem todos os finais de semana de agosto, carregando peso, ficando horas em pé, passando frio ao pegar as latinhas no gelo ou passando calor ao ficar horas na fritadeira de fogazza. Todo mundo é voluntário, desde os cinco casais da equipe de festa, que são aqueles que organizam tudo durante o ano todo, à rapaziada que fica trepado nas grades das filas para tentar organizar as coisas.

Talvez você esteja se perguntando, para que tudo isso? Porque tanta gente trabalha tanto e de graça? Por que tem gente que precisa. Todo o dinheiro arrecadado com a festa, sustenta durante o ano todo:

  • CEDO – Cerca de 400 crianças são atendidas pelo Centro Educacional Dom Orione, onde recebem reforço escolar, atividades extra-curriculares, no período em que não estão na escola.
  • Creche Mãe Achiropita – Atende mais de 100 crianças da comunidade de 0 a 6 anos, cujos pais precisam ir trabalhar.
  • MOVA – No mesmo espaço do CEDO, à noite é realizado o Movimento de Alfabetização de adultos, que é reconhecido pelo MEC e tudo mais, fornecendo o diploma no fim do curso.
  • Espaço Social D’Achiropita – Onde são servidos 160 almoços por dia para moradores de ruas.
  • Casa Dom Orione – Há um espaço para atender moradores de rua, onde podem tomar banho e cuidar da higiene, contam com apoio psicológico e até de advogados. E também é onde a Melhor Idade se encontra para realizar diversas atividades, como dança, artesanatos e muito mais.

E outras obras sociais da igreja, como as pastorais da juventude, vicentinos e outras.

Tudo isso é mantido basicamente pelo dinheiro arrecadado pela festa e quem é da comunidade, vê o resultado o ano inteiro.

Fazemos pelo amor ao próximo, para fazer a nossa parte por um mundo melhor. E, claro, é uma grande diversão trabalhar ao lado de pessoas que também estão dispostas a se doar desta forma. Lembro que comecei a participar da festa apenas pela curtição, mas hoje, o que me motiva a estar lá todos os anos, é a sensação de realização de poder ajudar a quem precisa. É atender o chamado da Santa.

Bem, vou ficando por aqui, acho que já falei bastante. A esposa já fez algumas dessas delícias em casa, como a fogazza, o vinho quente e a sardela. Eu fiz a calabresa. E pretendemos fazer mais coisas para mostrar aqui para vocês.

Até o próximo capítulo da série…


Como preparar sucos bem originais

Depois do esporte, com os amigos, com a família, no almoço ou no jantar, não tem nada mais refrescante que um suco natural bem gelado. Sem falar no bem que os nutrientes das frutas fazem para a sua saúde. Entre uma refeição e outra, além de deixar você hidratado, beber um suco de fruta ajuda a manter o seu metabolismo acelerado, evitando exageros na próxima refeição.

Veja como preparar sucos deliciosos, misturando ingredientes mais tradicionais, como o limão e a laranja, com outros bem exóticos:

SUCO ANTIOXIDANTE COM GENGIBRE

Ingredientes:
1 copo com o suco de 3 laranjas
1/2 cenoura
1 talo de salsão pequeno
1 pedaço pequeno de gengibre

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador e coe em uma peneira. Adoce com mel, açucar ou adoçante.

Rendimento: 1 copo

SUCO DE LIMÃO SICILIANO COM CAPIM LIMÃO

Ingredientes:
1 xícara (chá) de folhas de capim santo picadas
2 copos de água
suco de 2 limões
 sicilianos
gelo
mel, açucar ou adoçante a gosto

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador o capim santo com a água. Coe e bata novamente com o suco de limão e o gelo. Adoce como preferir e sirva.
Se for deixar na geladeira, não deixe passar de 3 horas. Depois disso, a cor e o sabor começam a mudar.

Rendimento: 4 copos

SUCO REFRESCANTE DE ABACAXI COM HORTELÃ

Ingredientes:

1/2 abacaxi descascado
suco de 1 limão
10 folhas grandes de hortelã
2 copos água gelada
gelo a gosto

Modo de Preparo:
Corte o abacaxi em cubos, coloque no liquidificador e acrescente os outros ingredientes. Bata até a consistência ficar homogênea. Sirva bem gelado.
Você pode decorar o copo com algumas folhas frescas de hortelã.

Rendimento: 4 copos


SMOOTHIE DE VERÃO

Ingredientes:
2 copos de iogurte natural sem sabor
½ melão médio cortado em cubos médios
½ caixa de morangos lavados
folhas de 2 ramos de hortelã lavadas
½ lata de refrigerante sabor limão
mel

Modo de Preparo:
Com antedência, congele as frutas. No liquidificador, coloque o iogurte, as frutas congeladas e as folhas de hortelã. Bata em velocidade alta até que o suco fique bem cremoso. Acrescente o refrigerante e bata por mais 15 segundos. Se preferir o suco um pouco mais doce, coloque um pouco de mel. Sirva bem gelado.

Você pode decorar os copos com calda de groselha. Aqueça 1 xícara (chá) de xarope de groselha em fogo baixo por 15 minutos ou até obter uma calda espessa. Deixe esfriar e decore a lateral dos copos.

Rendimento:
6 porções

SUCO DE AGRIÃO COM ABACAXI

Ingredientes:
4 galhos de agrião com talos
1 maçã com casca
6 fatias de abacaxi
4 copos de água

Modo de Preparo:
Coloque o agrião, a maçã, o abacaxi e a água no liquidificador. Se preferir uma textura mais fina, coe o suco. Adoce como preferir e sirva.
Experimente subistituir o abacaxi pelo suco de laranja, diminuindo o volume de água proporcionalmente.

Rendimento: 04 copos

Fonte: Sadia


Como manter a geladeira em ordem

Manter a geladeira sempre em ordem não é perda de tempo e muito menos um capricho. Quando tudo está limpo, bem acondicionado e no lugar certo, a sua vida na cozinha fica muito mais fácil. Isso sem falar no desperdício de alimentos que você acaba evitando.

Veja aqui algumas dicas que vão ajudar você nessa tarefa:

 

1º passo: Capriche na limpeza

– Para começar, tire tudo da geladeira. Em seguida, desligue o aparelho da tomada.

– Se não tiver um modelo frost free, você precisa descongelar aquela camada de gelo que se forma no freezer. Desligue algumas horas antes e mantenha a porta semiaberta. Mas cuidado com a água do degelo. Para evitar sujeira, coloque uma vasilha grande onde a água escorre e depois descarte.

– Para limpar, use uma esponja suave ou um pano macio com um detergente ou sabão neutro. Nunca use produtos abrasivos ou muito fortes porque além do odor, eles podem riscar ou corroer o plástico e o esmalte de sua geladeira.

– Retire as gavetas e as prateleiras removíveis e lave cada uma. Passe um pano úmido em tudo, depois a esponja com o produto que escolheu. Enxugue com cuidado usando um pano macio, seco e limpo ou uma toalha.

– Atenção especial para a borracha da porta. Mantenha sempre limpa e verifique constantemente se ela não está ressecada. Se a porta não fechar direito, a geladeira consome muita energia, além de não alcançar a temperatura desejada.

Dicas:

– A limpeza deve ser feita todas as semanas, de preferência um dia antes da compra de perecíveis. Os resíduos não limpos podem provocar odor desagradável e contaminar o sabor dos alimentos.

– Depois de limpa, coloque algumas folhas de louro no interior da geladeira para absorver os odores fortes de alimentos.

 

2º passo: Deixe tudo organizado

Pronto. Agora que a sua geladeira está perfeitamente limpa, mãos à obra. Lembre-se de que cada área da geladeira tem uma temperatura diferente para que os alimentos sejam armazenados de forma correta e não estraguem antes do tempo.

Comece de baixo para cima:

– Gavetas: Conserve legumes e verduras em embalagens plásticas e afastadas do congelador para evitar que o frio queime as folhas. Salpique água e retire completamente o ar das embalagens antes de fechar.

– Primeira prateleira (inferior): Armazene as frutas logo acima das gavetas. As mais macias podem ficar em bandejas e as mais duras, embaladas em sacos plásticos.

– Segunda prateleira (intermediária): Conserve nessa prateleira os alimentos que vão ser consumidos rapidamente como bolos, doces e tortas. Sopas e caldos também, porém sempre em recipientes com tampa. Dê preferência aos formatos quadrados ou retangulares, que são mais fáceis de organizar.

– Terceira prateleira (intermediária): Armazene nessa prateleira os ovos (em vez de colocá-los na porta, como é sugerido pelos fabricantes), assim você evita a trepidação do abre e fecha da geladeira, além de mantê-los sob temperatura constante. Guarde também os alimentos que sobraram da refeição em recipientes plásticos ou de vidro, bem tampados.

– Quarta prateleira (superior): Nessa prateleira guarde a manteiga, o requeijão, o leite, os frios e os queijos, em recipientes bem fechados. Nela devem ficar também os refrigerantes, sucos ou água, se quiser que fiquem bem gelados.

Se houver uma gaveta de carnes logo abaixo do freezer, é lá que você deve mantê-las, incluindo os frios e as salsinhas.

– Porta de geladeira: A porta acomoda o ketchup, a mostarda, as geleias e compotas, a azeitona e as conservas, os refrigerantes em lata, caixas de suco ou leite abertos, e mesmo os alimentos infantis. Mas atenção: não exagere no peso. Isso prejudica o fechamento da porta e compromete a durabilidade da sua geladeira.

Dicas gerais:

– Alimentos que estragam facilmente devem ficar o mais perto possível do congelador.

– Posicione os alimentos para que o ar frio circule ao seu redor. Isso garante que ele será resfriado por completo.

– Enlatados nunca devem ser mantidos em seus recipientes originais. Depois de abertos, eles podem oxidar em contato com o ar e comprometer o alimento. Mantenha-os em recipientes plásticos ou de vidro, devidamente tampados.

– Mantenha os alimentos frescos em prateleiras separadas dos industrializados.

– Se quiser conservar bolachas, torradas, cereais ou mesmo salgadinhos sempre crocantes, feche-os adequadamente e guarde na geladeira, nas prateleiras intermediárias.

– Mantenha a água sempre bem tampada e dê preferência às garrafas de vidro.

Fonte: Sadia


Ingredientes: Temperos

Ervas e temperos

Equilibrar ervas e temperos não é apenas um segredo para dar mais sabor às suas receitas. Pode ser também uma forma de brincar com o seu poder de alquimia, exercitando o seu paladar e o seu olfato, através de combinações inusitadas. Sem falar no efeito relaxante de passar horas na cozinha experimentando novos sabores e aromas.

O resultado final acaba sendo só uma consequência. Por isso, junte os amigos e a família em volta do fogão e convide todo mundo para participar. Esse pode ser um dos momentos mais gostosos do almoço ou do jantar.

Para começar, descubra alguns segredos de como usar as ervas e as principais características de cada uma.
– As ervas devem ser usadas, de preferência, frescas. Com exceção do orégano e do alecrim, que ficam melhores depois de secos, e do tomilho, que fica bom das duas formas.
– As ervas são mais saborosas e perfumadas quando picadas na hora de preparar a receita e, quando for o caso, adicionadas só quando for servir.
– Ao contrário das ervas frescas, as desidratadas (secas) devem ser adicionadas no início do cozimento. Durante o preparo, elas reidratam e trazem aromas e sabores mais marcantes.
– Uma ótima ideia para temperar saladas e carnes é preparar um azeite de ervas. Uma receita básica: acrescente 2 dentes de alho, um mix de pimentas e suas ervas preferidas em um vidro de azeite e deixe tampado por 2 meses para tomar gosto.


HORTELÃ
(Mentha)

Menta e hortelã são dois nomes para um mesmo tipo de erva: a Mentha. No Brasil, chamamos de hortelã os pezinhos da espécie Mentha piperita, e de menta, os da Mentha spicata. Tempero famoso entre os árabes e muito comum em chás e sucos, tem cada vez mais se popularizado na cozinha contemporânea.

Conhecida desde a Antiguidade Greco-romana, Menta era o nome de uma ninfa que se apaixonou pelo deus Plutão. Perséfones, a deusa do mundo subterrâneo, descobriu a paixão da ninfa e, graças à sua ira e ciúme, transformou-a em uma planta rasteira.

Os Romanos usavam a hortaliça em banhos e perfumes e foram eles que a levaram para a Europa.

Hoje, ela pode ser usada à vontade e seu sabor e aroma marcantes dão muita personalidade às receitas. A hortelã vai bem em molhos de tomate, alcaparras, saladas e sucos, além de ser um excelente tempero para carnes. Suas folhas também podem ser usadas para decorar pratos e sucos.

Além de muito saborosa e perfumada, é rica em vitaminas C e A, cálcio e ferro, tornando sua receita ainda mais saudável.

ORÉGANO
(Origanum vulgaris)

As propriedades aromáticas e medicinais do orégano são conhecidas desde a Antiguidade. A palavra orégano (de Origanum) tem origem grega e significa “alegria da montanha”. A erva já era valorizada na Grécia Antiga por seu aroma e sabor fortes, mas foram os romanos que difundiram seu uso por todo o império até que ela chegasse à gastronomia italiana.

Ainda hoje ele é um dos temperos mais utilizados em pratos italianos como molhos de tomate, berinjela à parmegiana, massas e, é claro, nas pizzas, além de dar um toque especial às saladas frescas. Ao contrário da maioria das ervas, que ficam melhores frescas, ele deve ser usado preferencialmente seco.

Uma curiosidade: considerado um tônico para o aparelho digestivo, o óleo essencial* do orégano pode auxiliar na digestão.

*Composto por cervacol, cimeno, linalol e tanino.

Receita curiosa: Vinagre temperado

Os gregos costumavam preparar um vinho aromático e digestivo com ramos de orégano. Para o nosso paladar, o melhor é adaptar essa receita para o preparo de um delicioso vinagre, ideal para temperar saladas, carnes e outros alimentos:
1. Lave bem um ou dois ramos de orégano fresco. Deixe secar completamente.
2. Esterilize uma garrafa e, depois de bem seca, coloque os ramos de orégano fresco. Complete com vinagre de vinho branco ou de maçã até cobrir a erva completamente.
3. Feche bem, usando uma rolha e deixe descansar por 15 dias. Agite o vidro antes de usar.

MANJERICÃO
(Ocimum Basilicum)

O manjericão é quase uma unanimidade na cozinha. Considerado uma erva aromática e medicinal, ele é conhecido desde a Antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. Para a cultura hindu, é um ingrediente sagrado: representa a deusa Tulasi, esposa do deus Vishnu, e está relacionado aos sentimentos de ódio, amor e luto. Mas apesar da simbologia religiosa, é também muito popular pelo seu poder culinário.

Hoje em dia, é imprescindível na gastronomia italiana e francesa, no preparo de uma grande variedade de pestos e molhos. Além disso, combina perfeitamente com pratos que levam tomate, azeite, limão, carnes vermelhas e massas. Além, é claro, da clássica pizza.

Os tipos são bem variados: o manjericão de folha larga, o de folha miúda e o de folhas roxas. Todos eles têm os mesmos princípios ativos, a diferença está no sabor mais ou menos acentuado.

Como o manjericão é muito delicado, ele deve ser acrescentado instantes antes de servir, pois perde sabor com o calor. Pode ser combinado com outras ervas e deve ser usado, de preferência, fresco.

Dicas:

O manjericão é uma das hortaliças mais delicadas e não pode ser congelada, pois perde aroma e sabor. Por isso:
– Conserve a erva fresca em um recipiente limpo e seco, bem fechado, por até três dias.
– Conserve a erva seca em um recipiente fechado e protegido da luminosidade e umidade.

ALECRIM
(Rosmaninus officinalis)

Verde acinzentado, folhas espinhosas e sabor forte. Essas são as características do alecrim, uma erva aromática bastante rústica e de propriedades estimulantes. Devido a seu aroma característico, era chamado pelos romanos de Rosmarinus, que significa “orvalho do mar”. Combina bem com uma variedade grande de alimentos e pode ser usado fresco, mas é desidratado que concentra mais sabor e aroma.

A erva é um excelente tempero para todos os tipos de carnes, como cordeiro, frango assado, vitela, porco, carne vermelha e peixes. Também pode ser usada para temperar acompanhamentos como batatas, abobrinhas e tomates. Como não perde sabor ou aroma quando exposto a altas temperaturas, pode ser adicionado no início do cozimento, mas o ideal é retirá-lo antes de servir.

Um segredo: você pode espalhar ramos de alecrim sobre o carvão em brasa, em churrasqueiras, para deixar as carnes e legumes assados com um sabor bem interessante.

ALHO
(Allium sativum)

Originário da Silícia ou da Ásia Ocidental, o alho é utilizado há mais de 5.000 anos pelos hindus, árabes e egípcios. Carinhosamente apelidado de Stinking Rose pelos ingleses, que significa rosa mal cheirosa, é utilizado desde a Antiguidade como medicamento. Na Grécia Antiga, por exemplo, era empregado no tratamento de doenças pulmonares e intestinais.

Muito versátil na culinária, pode ser usado das mais diversas formas: cru, refogado, picado, em rodelas, esmagado ou assado, para temperar molhos, arroz, refogados e assados. Os portugueses, em particular, usam o tempero com generosidade em quase todos os pratos da sua gastronomia.

Pesquisas recentes identificaram no alho diversas propriedades terapêuticas: além de ser um antimicrobiano, exerce ação anticoagulante, anti-inflamatória e antioxidante, e fortalece o sistema imunológico.

Dicas:
1. Armazene dentes de alho descascados em um bom azeite de oliva. Assim eles não ressecam e o azeite ganha um sabor especial.
2. Amasse os dentes de alho com sal e conserve na geladeira, em um recipiente bem fechado. Quando você precisar, ele já estará pronto.
3. Antes de usar, coloque os dentes de alho de molho em água fria durante dez minutos. As casquinhas se soltarão facilmente e você não ficará com cheiro nas mãos.
4. Para minimizar o residual que ele deixa na boca, chupe um ou dois cravos-da-índia ou tome um copo de leite.

CEBOLINHA
(Allium fistulosum)

Originária do Oriente, a cebolinha é conhecida há mais de 4.000 anos. Era chamada pelos os chineses de “a pérola entre as verduras”, por causa de seu perfume e propriedades nutricionais e terapêuticas. Veio para o ocidente através de Marco Polo.

Seu sabor, muito parecido com o da cebola, porém mais suave, combina com várias receitas. Normalmente picada em pequenos anéis, é muito usada em omeletes, molho vinagrete, molhos à base de creme de leite para peixes, saladas e sopas. Ótima também no preparo de patês de ricota ou queijo cremoso.

Suas folhas verdes e roliças, compostas por sais minerais, vitamina A, cálcio, fósforo, niacina (estimulante de apetite), fazem dela uma erva muito nutritiva. Considerada um digestivo eficiente, ajuda também no combate de gripes e resfriados.

Dicas:
– A cebolinha fresca resiste por mais tempo se for guardada na geladeira, em um recipiente fechado. Se preferir a versão seca, guarde-a bem fechada e longe da umidade.
– Você também pode picar a erva e congelar em porções individuais, protegidas por plástico-filme.

COMINHO
(Cuminum cyminum L)

As sementes do cominho são pequenos grãos muito difundidos desde a Grécia Antiga. Sua origem é oriental e, de lá, espalhou-se pelo mundo. Hoje, pode ser encontrado nas culinárias do Índico, do Oriente, do Oriente Médio, do México, de Portugal e da Espanha.

Com aroma e sabor muito marcantes, você pode utilizar os grãos moídos ou inteiros no preparo de guisados e grelhados de cordeiro, frango e peixe, entre outras especialidades regionais, como o curry, o chilli, o cuscuz de sêmola e o chucrute. Os famosos chutneys também são temperados com Cominho.

Uma curiosidade: os indianos preparam uma bebida muito refrescante e popular, o Zeera Pani, combinando a erva com suco de tamarindo.

Dicas:
– Aqueça as sementes de cominho antes de moer para enriquecer o sabor.
– Use a erva com moderação para não encobrir outros sabores de seu prato.

FUNCHO
(Foeniculum Vulgare)

Mais conhecido como erva-doce, o funcho tem um perfume agradável e sabor que lembra o anis, levemente refrescante. Originário da bacia do Mediterrâneo, já fazia parte da mitologia grega e romana. Associado a Dionísio, deus do vinho e dos alimentos, foi através de um caule de funcho que o conhecimento dos deuses chegou aos homens.

Hoje, a erva-doce é um ingrediente importante na culinária francesa e italiana. Muito versátil, aproveita-se o bulbo, o caule e a semente, e pode ser consumida cru, cozida ou assada. A culinária mediterrânea, por exemplo, utiliza as sementes para aromatizar molhos e conservas vegetais, como o pepino e a cebola. Já o seu caule fica delicioso no preparo de saladas, sopas e assados.

Apesar de muito saborosa, a erva-doce é pouco nutritiva. Por outro lado, pode auxiliar no funcionamento do intestino e na digestão.

GENGIBRE
(Zingiber officinale)

O gengibre é uma planta cultivada há mais de 5.000 anos, natural da ilha de Java, da Índia e da China. De lá se difundiu para as outras regiões do mundo. Foi levado para a Europa durante as Cruzadas e chegou ao Brasil em menos de um século após o descobrimento.

Raíz de sabor picante, pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces, de diversas formas: fresco, seco, cru, cozido, em conserva ou cristalizado. O sabor da erva seca é mais aromático e suave; em conserva, assume um toque mais agridoce.

O gengibre é muito utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco para temperar frango e conservas (beni shouga) e a sua versão em conseva, para acompanhar sushis e sashimis. Já o cristalizado, é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

Como planta medicinal, é uma das mais antigas e populares do mundo, considerado um “medicamento universal”. Seus benefícios vem do seu óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona. Pode ajudar a combater gripes, tosse, resfriado e é um excelente antioxidante.

Dica:
– Como preparar gengibre em conserva (utilizado na culinária japonesa):

Ingredientes
1/2 kg de gengibre descascado
2 xícaras (chá) de vinagre de arroz
3 xícaras (chá) de água
3 colheres (sopa rasa) de sal
1 1/2 xícara (chá) de açúcar

1. Lave bem e rale 3 raízes de gengibre fresco em fatias muito finas, salgue e reserve por 24 horas.
2. Em seguida, lave muito bem até retirar todo o sal e coloque em uma panela grande com o dobro de água. Ferva por 30 minutos e escorra.
3. Adicione o vinagre de arroz, o açúcar e leve ao fogo baixo. Mexa sem parar para incorporar o açúcar. Espere esfriar e armazene na geladeira, em um recipiente fechado.


SALSA
(Petroselinum crispum)

A salsa é cultivada há mais de 2.000 anos e se tornou uma das plantas aromáticas mais populares na gastronomia contemporânea. Originária da Europa, pode ser encontrada tanto crespa quanto lisa. Ao lado da cebolinha, compõe o famoso tempero chamado de “cheiro-verde” e pode ser utilizada fresca ou seca.

Assim como muitas outras ervas aromáticas, a salsa está relacionada à mitologia greco-romana. Conta-se que Hércules foi coroado com folhas de salsa para celebrar o sucesso de um dos doze trabalhos. Para os egípcios, a erva consistia em santo remédio para a dor de estômago e distúrbios urinários. Já os romanos espalhavam no ambiente de seus intermináveis banquetes, regados a muito vinho, para desintoxicar.

Hoje em dia, a salsa agrada aos paladares mais exigentes. Tanto as folhas quanto os talos temperam com harmonia peixes, frutos do mar, carnes vermelhas, aves, legumes, ovos, sopas, molhos, massas e quase todos os pratos salgados.

Suas folhas são ricas em vitaminas A, B1, B2, C e D, antioxidantes e expectorantes, além de fazerem bem aos rins e trato urinário. Devem ser consumidas cruas, pois o cozimento elimina boa parte dos seus benefícios.

Dicas:
– A salsa resiste por até 3 meses quando congelada: lave bem o maço e pique. Separe em porções individuais, envolva em plástico-filme e guarde em um recipiente tampado.
– Para conservar melhor da geladeira, enrole as folhas frescas em papel-toalha borrifado com água.
– Já as folhas secas devem ficar em um recipiente fechado, longe da umidade e da claridade.

TOMILHO
(Thymus vulgaris)

De origem mediterrânea, o tomilho é uma erva extremamente perfumada, com sabor marcante, picante e um pouco amargo.
Seu nome deriva do grego thymus, que significa “coragem”.Era usada na Antiguidade como incenso para representar graça e elegância. Já os romanos acreditavam que banhos com a erva despertavam a coragem.

Suas folhas e flores podem ser consumidas frescas, secas ou moídas, e hoje são ingredientes indispensáveis na culinária francesa e também na brasileira. Combinam muito bem com carne de porco, aves e peixes, além de patês, guisados, sopas, purês e molhos. Para manter seu sabor e perfume deve ser adicionada ao final do preparo, instantes antes de desligar o fogo. Se puder, retire as ervas antes de servir.

Em infusão, o tomilho pode auxiliar no combate às infecções de garganta e problemas respiratórios.

Dicas:
– Para armazenar, feche bem o tomilho fresco em um saco plástico e guarde na geladeira ou em um copo de água gelada.
– Já a erva seca deve ser armazenada em recipientes bem fechados, longe da luz e da umidade.
– Para preparar o tomilho fresco, remova as folhas dos talos passando as mãos de cima para baixo e depois pique-as. Seu aroma aparece quando as folhas são amassadas, picadas ou esfregadas entre os dedos.

SÁLVIA
(Salvia officinallis)

Erva de cheiro intenso e penetrante, levemente azeda, a sálvia é nativa da região mediterrânea. Seu nome deriva do latim salvere, que significa “curar”. Tida como sagrada, tudo relacionado a ela era repleto de ritos. Os gregos, romanos e árabes usavam como tônico geral e contra mordidas de cobras. Também conhecida como a erva da longevidade, os egípcios achavam que ela era capaz de aumentar a fertilidade.

Hoje, suas folhas e flores são usadas frescas, secas ou moídas. Apesar de não combinar muito bem com outros temperos, pode ser usada com moderação no preparo de mais carnes gordurosas, carne de porco e em recheios para aves ou peixes. Em sopas, cremes e molhos ou marinados, seu sabor é bem marcante. E nas saladas, basta acrescentar pequenas folhas frescas às verduras e misturar.

Dicas:
– O vinagre aromatizado com essa erva é uma delícia. Em um recipiente, coloque 2 ramos de sálvia e complete com vinagre previamente fervido. Guarde longe da luz e da umidade.
– As folhas frescas podem ser conservadas na geladeira, em recipientes fechados, por alguns dias. Seco, o tempero deve ser armazenado em recipiente escuro e sem umidade, para que seu aroma e sabor não se dissipem.

PIMENTAS
(Capsicum) (Piper)

As pimentas pertencem ao gênero Capsicum, da mesma família da batata, do tabaco e da petúnia. O sabor ardido é único no reino vegetal, mas sua variedade é enorme: existem mais de 25 espécies conhecidas, que se dividem entre dois tipos: doce ou quente.

A pimenta de “sino” é a do tipo doce e denomina pimentas não picantes ou pouco picantes, de aspecto maciço como o pimentão e a pimenta biquinho. Já a chile, ou chilli, representa a variedade das pimentas picantes ou quentes.

Originárias da região do México Central, a pimenta vermelha foi levada para a Europa por Cristóvão Colombo em uma das suas viagens para a América. Ao encontrar um fruto vermelho e pequeno usado pelos nativos americanos, ele os chamou pimiento, palavra espanhola para pimenta preta ou pimenta-do-reino.

Existem dois tipos básicos de molho de pimenta:

1. O molho feito com frutos inteiros e muito picantes que são conservados em vinagre, salmoura ou azeite. Podem temperar empanados, pastéis, carnes e outros pratos, com moderação;

2. ou o de sabor mais leve e suave, produzido com frutos macerados ou moídos que são misturados ao vinagre e às especiarias. São mais usados em guisados, ovos, sopas e coquetéis.

Além de saborosas, as pimentas também são muito nutritivas: contêm mais vitamina A do que qualquer outra planta no reino vegetal. São excelente fonte de vitamina C e B, além de possuir quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos.

Dicas:
– A melhor maneira de usar a pimenta é logo após sua colheita. Ao comprar pimenta fresca, escolha os frutos que possuem a pele macia, que sejam firmes ao toque e mais brilhantes.
– As pimentas vermelhas são mais saborosas que as verdes.
– Para amenizar a ardência das pimentas, lave-as, tire as sementes, o talo e as veias internas. (É recomendável quando for limpar mais que uma ou duas pimentas, utilizar luvas de borracha para proteção). Se preferir, elas podem ser usadas inteiras ou picadas, sem ser limpas, como é costume no México e na Índia.

Para conservar:
– Pimentas secas podem ser mantidas por bastante tempo. Basta estocar em um recipiente tampado e longe da umidade, de preferência no refrigerador ou freezer.
– Se não for usá-las imediatamente, armazene no refrigerador por quatro semanas ou mais, guardadas em recipientes ou em plásticos, livres de ar.
– Se as pimentas forem transportadas ou mantidas fora da geladeira, o melhor será colocá-las em embalagem de papel mas nunca diretamente em saco plástico.
– Caso queira armazenar por mais tempo, as pimentas podem ser congeladas.

Para pimentão e outras variedades de pimenta doce:
– Lave as pimentas, tire as sementes e seque. Corte-as pela metade e coloque em um plástico livre de ar e de vapor. Em seguida, congele.

Para pimentas tipo jalapeños, serranos etc.:
– Lave e seque as pimentas. Coloque-as inteiras em um plástico, livre de ar e vapor. Congele em seguida.

Fonte: Sadia