Comendo em Curitiba – Final

Depois de mais de meio ano sem postar, cá estou de volta para finalizar a série Comendo em Curitiba!

Nosso último dia em Curitiba, começou mais calmo, estávamos cansados de rodar a cidade inteira no dia anterior, então resolvemos pegar leve no domingão.

A primeira coisa foi ir novamente ao Bosque do Papa, eu tinha experimentado só um pedacinho do Kremówka da esposa e queria comer um pedaço inteiro, acabei comendo dois!

Ficamos curtindo um pouco o bosque até que decidimos ir almoçar e tínhamos passado em frente ao Costelão do Gaúcho, que fica ao lado do Bosque. Como não tínhamos curtido muito o Dom Antonio, em Santa Felicidade, e a facilidade de estar pertinho resolvemos ir lá mesmo.

Ahhhh… como me arrependo dessa decisão… 🙂

O lugar é bem simples na decoração e tudo mais, e funciona num esquema que não é muito comum aqui por São Paulo. Paga-se um valor baixo para ter as guarnições a vontade e a carne (a atração) é por peso. Então você tem arroz, feijão, salada e outras coisas a vontade e vai pedindo a carne conforme quiser mais.

Pra falar a verdade, a comida não era tão horrível assim, mas era comida de boteco, manja? Simples para desagradar o menos possível. E a costela, não sei se já estava meio tarde, já era umas 15:00, mas parecia que estavam servindo a raspa do tacho.

Zarpamos rapidinho dali.

Voltamos para o hotel e já fiquei pensando onde comer na janta(sim, eu sou gordo!), quando minha amada e sempre salvadora esposa teve a brilhante idéia, ‘vamos num rodízio de sopa’! Como era começo de maio, já tava começando a ficar frio, então foi uma excelente sugestão.

Dando um pesquisada na net, achamos o Jungle Juice, pareceu bem legal e o preço era bom. O lugar tem uma decoração bem legal, com um clima meio praia, com palmeiras na frente e mesas rústicas de madeira. No inverno, fazem o rodízio, mas o ano inteiro tem sucos, smoothies, lanches e diversos pratos.

Ficamos nas sopas e não resisti a um smoothie Temptation – Suco de maçã, morango, blueberry e sorvete de morango –  e a Rafa, que achou que eu era louco por tomar smoothie com sopa, ficou no suco de maçã/morango/blueberry.

Eram nove tipos de sopa diferentes, entre elas tínhamos canjica, canja, feijão, creme de milho e costelinha, lentilha e outros. Para incrementar tinha diversas coisas gostosas, parmesão, carne seca desfiada, salsinha, pimenta, croutons, etc. A sopa é boa, bem boa, mas já tomei melhores num rodízio aqui em Sampa.

Esse foi um problema na nossa viagem, tudo que experimentamos lá em Curitiba, ficou aquém do esperado, não sei se demos azar e/ou escolhemos mal os locais, mas gastronomicamente falando esperávamos um pouco mais. Mas também, dois nativos da capital mundial da gastronomia e que moravam num dos bairros com o maior número de restaurante por metro quadrado… é acho que somos exigentes. 🙂

Enfim, pretendo manter uma regularidade nos meus posts, até para não ser ‘demitido’…hehehe. E o próximo será uma bruschetta!!

 Até lá!


Caldo Verde do Marido!

Tô orgulhoso!! Fiz praticamente sozinho essa belezinha aí de cima!

Primeiro vamos ao meu histórico com essa maravilha culinária, nunca fui muito fã de sopas, não via tanta graça, até que um dia fomos a um festival de sopas num aniversário e além da variedade, a qualidade era excelente! Foi assim que descobri o caldo verde, que apesar do nome, não tem nenhuma verdura na sua preparação, ela só entra na montagem do prato.

Depois de ter provado, sempre falava pra esposa que queria mais! Até certo dia que fomos visitar a ‘mestra’ da esposa, minha sogra Roseli! Adivinhe o que ela tinha feito para comermos?! E o cozinheiro do festival que me desculpe, mas o dela é que era caldo verde!!!

Essa semana a sogrinha veio passar uns dias aqui, pois está com o braço quebrado. Estávamos pensando no que poderíamos almoçar, quando alguém fala as palavrinhas mágicas, caldo verde!

Como o know-how é da sogra e ela está impossibilitada, eu que fiquei responsável por fazer, com a supervisão da ‘mestra’. Bem, vamos logo para o que interessa!

  • 1,5kg a 2kg de batata
  • 2 cebolas médias
  • 6 dentes de alhos
  • 2 linguiças defumadas
  • Couve-manteiga a gosto
  • Bacon a gosto
  • Azeite a gosto
  • Sal a gosto
  • Muuuita água!

As quantidades de cada ingrediente são relativas, vai muito do gosto de cada um. Essas quantidades renderam cerca de 4 litros de caldo!!!

Descasquei a batata e pus para cozinhar com bastante àgua, no limite para não transbordar quando fervesse, coloque um pouco de sal na água.

Piquei as cebolas, esmaguei o alho, fatiei a linguiça bem fininha e fatiei 1/3 do bacon da foto abaixo. Caso você não seja preguiçoso como eu e comprou a couve sem já estar fatiada, fatie-a bem fininha.

Com um fio de azeite, fritei o bacon e o alho. Era para refogar a cebola junto, mas o tapado aqui esqueceu e ainda deixei o alho queimar… triste!

Enfim, quando está tudo fritinho e sem queimar, pegue um pouco da batata junto com água e jogue na panela para que o sabor incorpore bem. Após um minutinho, jogue tudo de volta às batatas.

Coloquei a linguiça para fritar com um fio de azeite e bati o caldo com ajuda do mixer, caso não tenha use o liquidificador. E bata bastante até ficar bem líquido.

Adicionei a linguiça e voilá! Está pronto o caldo!

Para a montagem, forre o prato com a couve e jogue o caldo por cima, que irá cozinhar a couve levemente mantendo uma leve ‘crocância’.

Ficou ‘marravilhoso’! Mandei 3 pratos para dentro!