Kafta

Hummm, acho que foi no ano-novo que eu estava em busca de uma receita de Kafta e fui testando e achei a receita certa!

Eu realmente adoro Kafta… normalmente eu compro aqueles pacotinhos congelados que custam uma fortuna, o que é uma vergonha pra alguém que tem um blog de culinária, né não?

KaftaPois bem, a receita não podia ser mais simples. O ingrediente mais complicado é a Pimenta Síria, mas você consegue encontrar em Supermercados grandes. Mas com certeza ela é o ingrediente principal.

Para a Kafta, basta misturar bem 1 Kg de Carne Moída, 1 cebola picadinha (ou ralada), 3 colheres de sopa de Pimenta Síria, 1 ramo de hortelã picado e Sal à gosto.

Daí você pode dar a forma em espetos, caso vá fazer pra churrasco, ou sem o espeto caso queira fazer no forno, que também fica ótima.

O tempo é de mais ou menos uns 15 minutos no forno alto, ou na brasa, mas daí é mais a minha opnião, já que tem gente que prefere mal passada ou torradinha!

Mas independente de como você preferir, faça! E depois vem deixar seu comentário!

Beijo gente! Até a próxima!


Comendo em Curitiba – Final

Depois de mais de meio ano sem postar, cá estou de volta para finalizar a série Comendo em Curitiba!

Nosso último dia em Curitiba, começou mais calmo, estávamos cansados de rodar a cidade inteira no dia anterior, então resolvemos pegar leve no domingão.

A primeira coisa foi ir novamente ao Bosque do Papa, eu tinha experimentado só um pedacinho do Kremówka da esposa e queria comer um pedaço inteiro, acabei comendo dois!

Ficamos curtindo um pouco o bosque até que decidimos ir almoçar e tínhamos passado em frente ao Costelão do Gaúcho, que fica ao lado do Bosque. Como não tínhamos curtido muito o Dom Antonio, em Santa Felicidade, e a facilidade de estar pertinho resolvemos ir lá mesmo.

Ahhhh… como me arrependo dessa decisão… 🙂

O lugar é bem simples na decoração e tudo mais, e funciona num esquema que não é muito comum aqui por São Paulo. Paga-se um valor baixo para ter as guarnições a vontade e a carne (a atração) é por peso. Então você tem arroz, feijão, salada e outras coisas a vontade e vai pedindo a carne conforme quiser mais.

Pra falar a verdade, a comida não era tão horrível assim, mas era comida de boteco, manja? Simples para desagradar o menos possível. E a costela, não sei se já estava meio tarde, já era umas 15:00, mas parecia que estavam servindo a raspa do tacho.

Zarpamos rapidinho dali.

Voltamos para o hotel e já fiquei pensando onde comer na janta(sim, eu sou gordo!), quando minha amada e sempre salvadora esposa teve a brilhante idéia, ‘vamos num rodízio de sopa’! Como era começo de maio, já tava começando a ficar frio, então foi uma excelente sugestão.

Dando um pesquisada na net, achamos o Jungle Juice, pareceu bem legal e o preço era bom. O lugar tem uma decoração bem legal, com um clima meio praia, com palmeiras na frente e mesas rústicas de madeira. No inverno, fazem o rodízio, mas o ano inteiro tem sucos, smoothies, lanches e diversos pratos.

Ficamos nas sopas e não resisti a um smoothie Temptation – Suco de maçã, morango, blueberry e sorvete de morango –  e a Rafa, que achou que eu era louco por tomar smoothie com sopa, ficou no suco de maçã/morango/blueberry.

Eram nove tipos de sopa diferentes, entre elas tínhamos canjica, canja, feijão, creme de milho e costelinha, lentilha e outros. Para incrementar tinha diversas coisas gostosas, parmesão, carne seca desfiada, salsinha, pimenta, croutons, etc. A sopa é boa, bem boa, mas já tomei melhores num rodízio aqui em Sampa.

Esse foi um problema na nossa viagem, tudo que experimentamos lá em Curitiba, ficou aquém do esperado, não sei se demos azar e/ou escolhemos mal os locais, mas gastronomicamente falando esperávamos um pouco mais. Mas também, dois nativos da capital mundial da gastronomia e que moravam num dos bairros com o maior número de restaurante por metro quadrado… é acho que somos exigentes. 🙂

Enfim, pretendo manter uma regularidade nos meus posts, até para não ser ‘demitido’…hehehe. E o próximo será uma bruschetta!!

 Até lá!


Charuto de Repolho

  • Folhas de 1 repolho
  • 700 gramas de patinho moído (2x)
  • 1 xícara de arroz cru
  • 1 cebola picadinha
  • 4 dentes de alho picado
  • Sal à gosto
  • Pimenta Síria à gosto
  • 1 lata ou sachê de molho pronto
  • Quanto baste de água

Coloque as folhas do repolho para cozinhar em água fervente, até que elas amoleçam. Reserve.

Em uma vasilha misture a carne moída, o arroz, a cebola, o alho, o sal e a pimenta. Misture bem.

Recheie cada folha do repolho e enrole como se fosse um rocambole. Coloque os charutos em uma assadeira, lado a lado. Espalhe o molho de tomate por cima dos charutos e complete com água até cobri-los. Cubra a assadeira com papel alumínio e leve ao forno alto por 40 minutos.


Tabule

Tabule é uma salada libanesa super refrescante e deliciosa. Normalmente é consumido com folhas de alface. Rápida, fácil e saudável! Faça e me diga o que achou!

 

  • 4 tomates sem sementes, picados em cubinhos
  • 2 maços de cheiro verde picadinhos
  • 1 maço de hortelã picada (só as folhas)
  • 1 cebola picada
  • 1/2 xícara de trigo para quibe
  • suco de 3 limões
  • 1 colher sopa de azeite
  • sal e pimenta síria à gosto

Deixe o trigo de molho em água por meia hora. Escorra a água e aperte o trigo com as mãos para retirar o excesso.

Numa tigela grande misture todos os ingredientes. Leve à geladeira por meia hora antes de servir.

Eu servi com Mjadra (Arroz com Lentilha) e Charutos de Repolho.



Filé de Frango Grelhado e a 2ª Vitória

Depois do arroz e do feijão, sempre vem à “mistura” não?

Filé de Frango Grelhado

Pegar uma parte do bicho e descongelar, se necessário (Nesta experiência eu optei pelo peito do frango).

Gente, esse é o meu maior desafio na cozinha, eu morro de nojo de carne crua, e o barulhinho que faz quando agente manuseia aquele negócio? É complicado. Imaginem meus amigos, há algumas semanas atrás eu confessei a vocês ter nojo do cheiro do alho e da cebola na mão, quem dirá de carne crua, e do cheiro da carne crua, e do sangue que espirra no rosto. Se eu passar por isso, agora sim, eu acredito que posso aprender a cozinhar. Outro detalhe, geralmente eu nunca penso que aquilo ali é um animal morto, mas quando vejo a carne crua, aí sim eu lembro, e muito, sinto dó do falecido, nojo, passo a me sentir horrível e penso que vou virar vegetariana na seqüência de comer aquele prato, mas ai, eu experimento aquele franguinho com salada… Bem, futuramente eu opto pelo vegetarianismo, afinal de contas, cadeia alimentar e proteínas são uma realidade posta minha gente! Tá aí para lidarmos com ela.

Pegar a parte escolhida do bicho e temperar com dois dentes de alho, uma colherzinha pequena de sal e algumas pequenas pitadas de pimenta do reino (lembrando que todas as minhas medidas são puramente experimentais).

Não sei se é necessário lavar a carne antes de temperar, na dúvida, eu dei uma lavadinha sim, com muito sabão (brincadeira, mas sei que vocês acreditariam nisso, vindo da minha parte). Na realidade, eu apenas molhei o bife e coloquei no prato de novo, isso de intuição, porque eu nem sei se isso se faz e quais são as conseqüências disso, se assim ele fica mais fofo, mais bonito, mais cheiroso, enfim…

Esfregar o bife no tempero, virando ele de um lado pro outro, é assim né?

Não façam como eu que acredita que pimenta do reino é atitude e vai bem com tudo sempre em grandes quantidades, às vezes acho que deveria me arriscar a fazer comida indiana. A minha mão sempre coça para colocar mais sal.

Eu sempre achei que o tempero da carne era só na hora que esta ia pra panela, mas não, é necessário temperar antes, aguardar alguns minutos para este pegar o tempero e, só a partir daí, mandar ver na frigideira.

Na frigideira, refoga-se o bicho, em fogo médio, com óleo, margarina ou azeite, (No caso, eu optei por margarina), até dourar, assim acredito eu (risos), girando esse de vez em quando para dourar de ambos os lados.

Este momento sempre me causa um pouco de insegurança, pois eu nunca sei quando a carne não está mais crua, e oferecer algo cru para alguém comer é horrível. Não é? Eu não sou a Bela do crepúsculo que namora um vampiro, e para mim, a única forma de ver se não está cru é:

Comendo ou cortando o negócio na frigideira mesmo, e claro, sentir o cheiro também ajuda, agora que já tenho esse sentido mais apurado na cozinha.

É incrível como o bife encolhe depois de grelhado.

Minha mãe fala sempre para não esperar muito para servir, se não este fica duro demais.

Um post simples, sem maiores crises, somente as existenciais, que já me são peculiares, independentemente do que eu esteja fazendo. O legal, ou péssimo, depende do ponto de vista, é que eu estou sem minha cozinheira do coração em casa (minha mamãe está viajando), então, quem está cozinhando para mim sou eu mesma, é dentro destas experiências que eu estou sobrevivendo. Por exemplo: vou jantar agora o meu próprio bifinho, que a forma de preparo foi toda baseada nas idéias que tenho na cabeça e nas conversas que obtive com seres amigos. Está com uma cara bem boa, e modéstia a parte, o gosto também, que inclusive acertei como uma luva (ao menos na minha concepção) na quantidade dos temperos. Ouvi de uma amiga, mais que querida e especial, que é necessário gostar da sua própria comida.

Posso dizer então:

Vitória na cozinha número dois.

Poxa, eu estou com vantagem nesse aspecto, de três tentativas obtive perda total em uma, vitória suprema em outra e vitória na terceira.

Aguardem-me queridos companheiros, e eu garanto:

Nenhum vampiro ia gostar do meu filé.

Bom Apetite, ao menos para mim. Vou jantar agora o meu próprio filé grelhado, que eu mesma vi nascer: senti o cheiro dele cru, eu mesma temperei, e agora vou devorá-lo, ele estando bem passado.

Até a próxima.