Canjica

Mais uma semana se passa e eu surpreendentemente continuo de bom humor, logo cozinhar será uma extensão deste bem estar que toma conta de mim. Não sei vocês, mas eu sou uma grande rata de festa junina, espero ansiosamente o ano todo e quando chega o mês de junho, todos os finais de semana, tanto sábado como domingo, lá estou eu comendo pipoca, cachorro quente e me deliciando com o que bem entendo como a alma das festas juninas: A canjica.

Homenageando esta festa M A R A V I L H O S A e entrando no clima do arraiá, vamos com tudo neste desafio antes que a cobra apareça e a ponte caia, cadê meu par?

Escolhi para preparar uma canjica especial, uma canjica á moda baiana, esta um pouco mais elaborada e incrementada que a tradicional. Vocês vão gostar. Antes de mais nada gostaria de destacar que canjica não é nem de longe um bicho de sete cabeças para se fazer, porem esta é um pouco trabalhosa e demorada, ou seja, você para fazer vai precisar de no mínimo um pouco de paciência.

O pacote de milho branco de canjica que achei no mercado tem justamente á medida que é solicitada na receita, ½ quilo, então usaremos o pacote todo.

Lave e deixe de molho os grãos por no mínimo 4 horas. Troque a água e leve estes para cozinhar em uma panela de pressão (de preferência, mas não necessariamente) até os grãos ficarem macios. A receita do livro que segui chama a atenção para a necessidade de se cozinhar em fogo brando.

O tempo para que o milho ficasse macio foi para mim de 30 minutos, após este passo acrescentei um litro de leite, canela em pau e uma colher de margarina (ou manteiga), cozinhando tudo até o caldo engrossar. Posteriormente juntei um vidro de leite de coco, amendoins torrados que deveriam ter sido moídos mas não foram porque eu esqueci (risos), deixando cozinhar por mais um período até que a textura da calda me agrada-se.

A receita não pede açúcar, mas achei necessário, com o consentimento da minha maior musa da cozinha (a mamãe) acrescentei a medida de um copo e meio daqueles americanos de tal ingrediente.

Canjica, na minha humilde opinião, deve ser servida sempre bem quentinha.

Pessoal, na boa, minha obra prima, não, na boa mesmo, o melhor “prato” que já fiz. Ficou bem gostosa, só faço uma observação, a receita pede canela em pau, mas da próxima vez eu quero usar canela em pó, acredito que ficará melhor para meu paladar…

Até a próxima pessoal, que São João acenda a fogueira do coração de todos vocês.

Por juju Barbosa.


Carne na Cerveja – Fácil e Rápida!

Olá, pessoal como convidada me acho muito importante estar aqui escrevendo no site da Rafa, essa receita da CARNE NA CERVEJA, é muito prática e fácil de fazer, me foi ensinada por uma amiga, muito querida, da minha sogra Aurora, a Magda, ela é baixinha e muito falante, são amigas há muito tempo, brincaram juntas quando crianças, hoje é uma senhora que, está bastante doente. Estávamos em São Vicente, onde ela morou por muitos anos, quando me ensinou a receita que, passei para várias pessoas e sempre foi um sucesso!

 

Então lá vai a receita:

CARNE NA CERVEJA

  • 1 peça de maminha ( fraldinha ou peixinho)
  • 1 lata de cerveja escura
  • 1 medida da lata de água
  • 1 pacote de creme de cebola

Coloque tudo dentro da panela de pressão, quando começar ferver, abaixe o fogo e deixe cozinha de 20 a 30 minutos, desligue o fogo e deixe sair o vapor, depois abra a panela verifique se a carne está cozida, se necessário, cozinhe mais um pouco, se não, deixe o molho apurar, para ficar mais encorpado, se quiser fatie 200 g de cogumelos e coloquê-os no molho, sirva com arroz, ou purê de batatas, com as BATATAS EXPRESSAS da Rafa, ou ainda com batatas palhas, não podem esquecer de uma boa salada verde!

Valeu! beijos a todos, espero que façam e gostem, como diz a Rafa, me contem o que acharam! Inté!

 

 

 


Batata Expressa

Mais uma receita rápida e básica!

Rápida mesmo, porque leva no máximo 20 minutos e básica, porque quem é amante de batatas não pode deixar essa receita de lado.

Sinceramente, eu odeio fritura (não o gosto, o gosto é muito bom!), faz uma sujeira, demora e faz mal, enfim, odeio!

Prontos? Anotem os ingredientes:

  • 1 Kg de Batatas descascadas, cortadas e lavadas
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 colher (sopa) de margarina ou manteiga
  • Manjericão, orégano e sal à gosto!

Batata expressa

O Preparo é muito simples! Coloque todos os ingredientes na panela de pressão, misture os ingredientes, feche e leve ao fogo. Agora você pergunta, quanto de água? Não, não vai água! Sem água!

Enfim, em uns 3 minutos a panela vai começar a chiar, quando ela começar você coloca no Timer por 10 minutos, nada mais, nada menos… 10 minutos e só! Se você quiser, no meio do tempo, dê uma chacolada na panela, mas não é obrigatório se você tem medo!

Espere a pressão sair da panela, e sirva. Tem gente que gosta de levar as batatas ao forno por mais uns minutos pra que ela fique crocante, mas não é necessário, saindo da panela, as batatas estão prontas, macias e deliciosas!

Batata expressa

Eu servi com arroz branco e com Rocambole de Carne com recheio de Mussarela e Catupiry! Delícia!

Gostou da receita? Vai fazer? Que tal deixar um comentário e me contar o que achou?


Primeira Vitória – Feijão Carioca

Tragédia clássica

Parte 2: O Retorno da Aprendiz de Cozinheira

Primeira Vitória: Feijão carioca

Estrelando: Juju Barbosa

Depois de uma conturbada semana de muita discussão, reflexão, desilusão e muitos, mas muitos conselhos vindos de corações tão queridos e solidários, visto a camisa para viver minha segunda experiência na cozinha e primeira na tentativa de fazer um feijão. Entrei no campo com a cabeça baixa, típica de um time que estreou com favoritismo, cheio de expectativas e que perdeu o jogo de lavada no seu próprio estádio, com a torcida toda assistindo (vide post: primeira tentativa – arroz branco).

Porém nesta nova partida algo havia acontecido, aparentemente e porque não, surpreendente, de alguma forma esse time (que na verdade sou eu) tinha evoluído, mesmo que pouco. De cara já destaco a calma, hoje eu estava absolutamente calma, sem pressa e até com o coração leve, percebi isso na hora que estava escolhendo o feijão, antes de lavar, sim, esse sim eu tenho certeza, é necessário escolher e lavar.

Tomei uma lição: cozinha e pressa não necessariamente combinam, pelo menos quando se está aprendendo, é fundamental se entregar, nem que seja por uma hora, uma vez na semana. E isso foi uma lição que também valeu para um outro aspecto da minha vida, mas que não vem ao caso, uma vez que não se refere a comida (risos).

Os Ingredientes

  • 4 xícaras de feijão carioca escolhido e lavado
  • quanto baste de água
  • 1 linguiça calabresa picada
  • 1 colher de sopa de alho picado
  • sal e cebola à gosto

O Preparo

Depositá-lo na panela de pressão (dessa vez eu já sabia de cara qual panela usar) com o triplo da medida de água ( tomando como referência a quantidade de feijão) para o cozimento. Algo como que três dedos de água a partir da superfície do feijão.

Tampar a panela e iniciar o cozimento.

Pausa para um desabafo.

Sempre tive pavor de panela de pressão, morri de medo o tempo todo mas pensei que tenho que aprender a mexer com ela, os medos não podem nos dominar . Na brincadeira, bolei um código com uma amiga: Caso em duas horas eu não entrasse em contato, ela chamaria o corpo de bombeiros. Felizmente não foi necessário.

Fogo alto á principio, essa minha dificuldade ainda é uma dificuldade, mas já menor, assim como o medo de me queimar, a frescura com o cheiro da cebola e do alho na mão e com a ardência  nos olhos, ainda provocada por estes e a insegurança na hora de arriscar a quantidade de sal e dos condimentos para o tempero. Iniciava-se naquele momento, a minha primeira verdadeira vitória na cozinha.

O tempo de cozimento do feijão para mim ainda é uma incógnita, mas como aprendi a abrir a panela de pressão embaixo da torneira, fui cozinhando de acordo com meu próprio “feeling”. Vocês repararam na palavra que usei? Feeling, este pela primeira vez despertado, junto com o olfato e com um paladar, agora, um pouco mais sensível.

Após 35 minutos, aproximadamente, comecei a me prepara para o tempero do feijão.

Numa panela à parte utilizei: lingüiça em pedaços, esta deve ser frita primeiro pois demora mais para fritar do que o alho e a cebola ( parece óbvio, mas foi para mim uma preciosa dica), posteriormente, acrescentei alho, sal e cebola picada. Quando os condimentos já estavam devidamente refogados, com um concha, selecionei uma parte do feijão que estava sendo cozido e despejei nessa panela. Após um tempo de mistura, coloquei o conteúdo da panela do tempero na panela de pressão, misturando novamente e deixando este cozinhar por mais um período.

Acredito ter descoberto um segredo, segredo pelo menos para mim, qual seria esse segredo: o caldo. Para deixar este mais grosso (que é da minha preferência) é necessário deixá-lo cozinhando, pode parecer bobo, mas esse raciocínio veio sozinho, ninguém nunca me contou isso e eu também nunca tive a curiosidade de saber.

Tudo estava indo bem quando minha mãe, de viagem, me ligou. Ao contar para ela a minha façanha, aquela ficou desesperada e me ligou um tempo depois novamente para saber se a filha dela, e principalmente a casa, existiam ainda.

No final da cocção houve um momento que achei necessário colocar um pouco mais de sal, por um instante acreditei ter estragado tudo, achei que tinha exagerado, mas foi apenas impressão. Quando meu irmão chegou em casa (ele que é super chato pra comida e havia já tirado o maior barato da minha primeira tentativa de arroz branco) experimentou e disse: Bom, muito bom inclusive, só falta cozinhar um pouco mais pois o grão ainda esta meio duro. Era verdade, minhas preocupações com o caldo e com o tempero eram tantas que me esqueci de verificar o detalhe da textura do grão, de como este se encontrava, nada grave, dentro de 20 minutos aquilo estava solucionado.


Meus queridíssimos amigos do Conversa na Cozinha, tenho o enorme prazer de relatar a vocês a minha primeira e bem sucedida tentativa de cozinhar, no caso, feijão. Meu primeiro feijão, este que eu cansava de plantar na escola, este que para mim representa o ápice da transmissão do amor na culinária,  hoje, meu jantar, feito por mim.

Algumas boas experiências já adquiridas: calma, um pouco mais de confiança, uma vontade maior de cozinhar para alguém (pois eu vou comê-lo sozinha e não estou achando muita graça nisso) e a descoberta de um grande aliado na cozinha, uma espécie de despertador, logo, dedico meu primeiro êxito ao meu melhor amigo:

O despertador

Timer

 

Que inclusive foi presente da dona da cozinha. É, ela sabe das coisas… Sempre.


Uma Pitada de Rock’n Roll – Apresentação

Quando eu recebi o convite para escrever essa coluna, junto com a nova responsabilidade me foi pedida uma apresentação.

Então, aqui estou eu, Maria Luiza Medrado, Jornalista, 20 e poucos anos, popularmente conhecida por Malu. Uma capricorniana, natural da cidade de São Paulo, mas que atualmente mora no Mundo. Há 6 meses eu mudei para Dublin (Irlanda) em busca de autoconhecimento, shows de bandas que só eu e mais 3 gostam e claro ter a chance de voltar com muitas histórias pra contar.

Certo, e você leitor me pergunta, onde entra a Culinária, Malu? Decididamente as minhas habilidades na cozinha são limitadas. Eu sempre me restringi ao básico: Arrozinho branco (que não é incomum terminar queimado), salada de tomate, miojo e macarrão, minha maior conquista culinária dos últimos tempos foi acertar um ovo frito!

Um pequeno passo para um chefe de cozinha, um salto enorme na minha vida de intercambista precisando se virar ! Dada essa falta de variedade alimentar, eu recorro na maior parte das vezes ao fast food e comida pronta e graças a isso cheguei ao ponto que me abriu essa oportunidade de escrever periódicamente para esse site, dividindo com vocês um pouco dos hábitos alimentares dos Europeus.

Mas não é só isso, pouco a pouco vamos adicionando novos temperos a essa coluna e aqui eu preciso falar mais um pouco sobre a minha pessoa, eu tenho memória afetiva musical, ou seja, momentos, lugares, pessoas e por que não o simples ato de degustar algo saboroso acaba por me lembrar de uma canção ou me cria vontade de ouvir uma determinada música. Quem nunca botou o ipod pra funcionar enquanto esperou por aqueles 3 malditos infinitos minutos do Noodles? E para aqueles que já estão duvidando da minha capacidade de unir a fome com a vontade de rock’n roll, vamos nos ater a verdade dos fatos, afinal, você já viu Feijoada sem roda de Samba, Macarronada sem Tarantella? Viu só, é disso que se trata essa coluna, eu pretendo trazer as minhas impressões das tentativas alimentares aqui no velho continente, e tudo isso sempre acompanhada de um playlist bacana para guardar esses momentos.

Nem só do silvo da panela de pressão vive uma cozinha. Há outros sons… é só acompanhar !

Pra ler ouvindo: Girls Just Wanna Have Fun – Cyndi Lauper