Caldo Verde do Marido!

Tô orgulhoso!! Fiz praticamente sozinho essa belezinha aí de cima!

Primeiro vamos ao meu histórico com essa maravilha culinária, nunca fui muito fã de sopas, não via tanta graça, até que um dia fomos a um festival de sopas num aniversário e além da variedade, a qualidade era excelente! Foi assim que descobri o caldo verde, que apesar do nome, não tem nenhuma verdura na sua preparação, ela só entra na montagem do prato.

Depois de ter provado, sempre falava pra esposa que queria mais! Até certo dia que fomos visitar a ‘mestra’ da esposa, minha sogra Roseli! Adivinhe o que ela tinha feito para comermos?! E o cozinheiro do festival que me desculpe, mas o dela é que era caldo verde!!!

Essa semana a sogrinha veio passar uns dias aqui, pois está com o braço quebrado. Estávamos pensando no que poderíamos almoçar, quando alguém fala as palavrinhas mágicas, caldo verde!

Como o know-how é da sogra e ela está impossibilitada, eu que fiquei responsável por fazer, com a supervisão da ‘mestra’. Bem, vamos logo para o que interessa!

  • 1,5kg a 2kg de batata
  • 2 cebolas médias
  • 6 dentes de alhos
  • 2 linguiças defumadas
  • Couve-manteiga a gosto
  • Bacon a gosto
  • Azeite a gosto
  • Sal a gosto
  • Muuuita água!

As quantidades de cada ingrediente são relativas, vai muito do gosto de cada um. Essas quantidades renderam cerca de 4 litros de caldo!!!

Descasquei a batata e pus para cozinhar com bastante àgua, no limite para não transbordar quando fervesse, coloque um pouco de sal na água.

Piquei as cebolas, esmaguei o alho, fatiei a linguiça bem fininha e fatiei 1/3 do bacon da foto abaixo. Caso você não seja preguiçoso como eu e comprou a couve sem já estar fatiada, fatie-a bem fininha.

Com um fio de azeite, fritei o bacon e o alho. Era para refogar a cebola junto, mas o tapado aqui esqueceu e ainda deixei o alho queimar… triste!

Enfim, quando está tudo fritinho e sem queimar, pegue um pouco da batata junto com água e jogue na panela para que o sabor incorpore bem. Após um minutinho, jogue tudo de volta às batatas.

Coloquei a linguiça para fritar com um fio de azeite e bati o caldo com ajuda do mixer, caso não tenha use o liquidificador. E bata bastante até ficar bem líquido.

Adicionei a linguiça e voilá! Está pronto o caldo!

Para a montagem, forre o prato com a couve e jogue o caldo por cima, que irá cozinhar a couve levemente mantendo uma leve ‘crocância’.

Ficou ‘marravilhoso’! Mandei 3 pratos para dentro!

 


Primeira Vitória – Feijão Carioca

Tragédia clássica

Parte 2: O Retorno da Aprendiz de Cozinheira

Primeira Vitória: Feijão carioca

Estrelando: Juju Barbosa

Depois de uma conturbada semana de muita discussão, reflexão, desilusão e muitos, mas muitos conselhos vindos de corações tão queridos e solidários, visto a camisa para viver minha segunda experiência na cozinha e primeira na tentativa de fazer um feijão. Entrei no campo com a cabeça baixa, típica de um time que estreou com favoritismo, cheio de expectativas e que perdeu o jogo de lavada no seu próprio estádio, com a torcida toda assistindo (vide post: primeira tentativa – arroz branco).

Porém nesta nova partida algo havia acontecido, aparentemente e porque não, surpreendente, de alguma forma esse time (que na verdade sou eu) tinha evoluído, mesmo que pouco. De cara já destaco a calma, hoje eu estava absolutamente calma, sem pressa e até com o coração leve, percebi isso na hora que estava escolhendo o feijão, antes de lavar, sim, esse sim eu tenho certeza, é necessário escolher e lavar.

Tomei uma lição: cozinha e pressa não necessariamente combinam, pelo menos quando se está aprendendo, é fundamental se entregar, nem que seja por uma hora, uma vez na semana. E isso foi uma lição que também valeu para um outro aspecto da minha vida, mas que não vem ao caso, uma vez que não se refere a comida (risos).

Os Ingredientes

  • 4 xícaras de feijão carioca escolhido e lavado
  • quanto baste de água
  • 1 linguiça calabresa picada
  • 1 colher de sopa de alho picado
  • sal e cebola à gosto

O Preparo

Depositá-lo na panela de pressão (dessa vez eu já sabia de cara qual panela usar) com o triplo da medida de água ( tomando como referência a quantidade de feijão) para o cozimento. Algo como que três dedos de água a partir da superfície do feijão.

Tampar a panela e iniciar o cozimento.

Pausa para um desabafo.

Sempre tive pavor de panela de pressão, morri de medo o tempo todo mas pensei que tenho que aprender a mexer com ela, os medos não podem nos dominar . Na brincadeira, bolei um código com uma amiga: Caso em duas horas eu não entrasse em contato, ela chamaria o corpo de bombeiros. Felizmente não foi necessário.

Fogo alto á principio, essa minha dificuldade ainda é uma dificuldade, mas já menor, assim como o medo de me queimar, a frescura com o cheiro da cebola e do alho na mão e com a ardência  nos olhos, ainda provocada por estes e a insegurança na hora de arriscar a quantidade de sal e dos condimentos para o tempero. Iniciava-se naquele momento, a minha primeira verdadeira vitória na cozinha.

O tempo de cozimento do feijão para mim ainda é uma incógnita, mas como aprendi a abrir a panela de pressão embaixo da torneira, fui cozinhando de acordo com meu próprio “feeling”. Vocês repararam na palavra que usei? Feeling, este pela primeira vez despertado, junto com o olfato e com um paladar, agora, um pouco mais sensível.

Após 35 minutos, aproximadamente, comecei a me prepara para o tempero do feijão.

Numa panela à parte utilizei: lingüiça em pedaços, esta deve ser frita primeiro pois demora mais para fritar do que o alho e a cebola ( parece óbvio, mas foi para mim uma preciosa dica), posteriormente, acrescentei alho, sal e cebola picada. Quando os condimentos já estavam devidamente refogados, com um concha, selecionei uma parte do feijão que estava sendo cozido e despejei nessa panela. Após um tempo de mistura, coloquei o conteúdo da panela do tempero na panela de pressão, misturando novamente e deixando este cozinhar por mais um período.

Acredito ter descoberto um segredo, segredo pelo menos para mim, qual seria esse segredo: o caldo. Para deixar este mais grosso (que é da minha preferência) é necessário deixá-lo cozinhando, pode parecer bobo, mas esse raciocínio veio sozinho, ninguém nunca me contou isso e eu também nunca tive a curiosidade de saber.

Tudo estava indo bem quando minha mãe, de viagem, me ligou. Ao contar para ela a minha façanha, aquela ficou desesperada e me ligou um tempo depois novamente para saber se a filha dela, e principalmente a casa, existiam ainda.

No final da cocção houve um momento que achei necessário colocar um pouco mais de sal, por um instante acreditei ter estragado tudo, achei que tinha exagerado, mas foi apenas impressão. Quando meu irmão chegou em casa (ele que é super chato pra comida e havia já tirado o maior barato da minha primeira tentativa de arroz branco) experimentou e disse: Bom, muito bom inclusive, só falta cozinhar um pouco mais pois o grão ainda esta meio duro. Era verdade, minhas preocupações com o caldo e com o tempero eram tantas que me esqueci de verificar o detalhe da textura do grão, de como este se encontrava, nada grave, dentro de 20 minutos aquilo estava solucionado.


Meus queridíssimos amigos do Conversa na Cozinha, tenho o enorme prazer de relatar a vocês a minha primeira e bem sucedida tentativa de cozinhar, no caso, feijão. Meu primeiro feijão, este que eu cansava de plantar na escola, este que para mim representa o ápice da transmissão do amor na culinária,  hoje, meu jantar, feito por mim.

Algumas boas experiências já adquiridas: calma, um pouco mais de confiança, uma vontade maior de cozinhar para alguém (pois eu vou comê-lo sozinha e não estou achando muita graça nisso) e a descoberta de um grande aliado na cozinha, uma espécie de despertador, logo, dedico meu primeiro êxito ao meu melhor amigo:

O despertador

Timer

 

Que inclusive foi presente da dona da cozinha. É, ela sabe das coisas… Sempre.


Marido na Achiropita – Calabresa

No longínquo ano 2000, quando ainda estava para me formar no colegial, fui levado por um amigo ao Encontro de Jovens da igreja de Nossa Senhora Achiropita, após o encontro me falaram ‘se cadastre para trabalhar na festa!’. Festa? Que festa? ‘A festa italiana que acontece todo ano!’ e motivado muito mais pela curtição do que qualquer outra coisa resolvi me inscrever.

Na verdade já tinha ouvido falar na festa, assim como muitos já tinha visto a propraganda na TV durante o mês de agosto. E principalmente por causa do meu tamanho avantajado, me colocaram para trabalhar na barraca do macarrão. Foi uma surpresa para mim, gostei muito de trabalhar na festa, saia todos dias acabado, todo dolorido, mas saia feliz! Era um descanso carregando pedra que me deixava me sentindo muito melhor! Nos anos seguintes, não pensei duas vezes quando me chamaram para trabalhar, por mim podia ter a festa o ano todo!

Por causa da festa mantive um pequeno contato com o grupo de jovens, não frequentava as reuniões, mas conhecia o pessoal e por causa disso acabei conhecendo a Rafa, a mulher da minha vida!

Vou fazer uma série no ‘Marido na Cozinha’ sobre a festa da Achiropita e em cada um dos post vou imitar alguma delícia vendida na festa. Para começar, uma iguaria da mesma região de onde veio a fé em N. Sra. Achiropita, a calabresa!

Na festa ela é vendida em duas barracas, cada uma para a preferência do freguês, uma é na chapa e a outra no brasa servida geralmente no pão com vinagrete, mas tem gente que pede como porçãozinha.

Para mostrar a vocês, fiz na chapa por ser mais simples e por que prefiro mesmo. 🙂

Não tem muito o que explicar na calabresa, para 4 sanduíches:

  • 4 pães franceses
  • 6 gomos de linguiça
  • 2 tomates
  • 1 cebola grande
  • 1 maço de cheiro verde

Pique o tomate, a cebola e o cheiro verde, misture e tempere a gosto, eu utilizei um tempero que a esposa fez para a salada no almoço, uma mistureba muito boa! Qualquer dia ela posta aqui…


Frite bem a linguiça e depois de pronta, divida pela metade no comprimento e coloque 3 metades em cada pão, assim como é servida na festa.


Depois é só mandar pra dentro.


Só para dar água na boca, ainda vai rolar por aqui: fogazza, fricazza, pedaços de amor, churrasco, Sfogliateli e muito mais!


Arroz de Forno com Linguiça

Ingredientes

  • 6 gomos de linguiça toscana moída (ou bem picadinha)
  • 1 cebola picadinha
  • 4 dentes de alho amassados
  • 1 xícara e 1/2 de arroz cru
  • 1 lata de seleta de legumes (eu usei a seleta congelada)
  • 2 pacotinhos de sazon para arroz (opcional)
  • 1 caldo de carne ou sal à gosto
  • 1 lata de molho de tomate pronto
  • quanto baste de água
  • orégano e cheiro verde (usei os desidratados)
  • quanto baste de maionese
  • 200 gmrs de mussarela ralada ou em fatias



Modo de Preparo

Pra começar, explico que eu usei a panela elétrica, mas isso não influencia em nada. Apenas no forno, o queijo ficará gratinado, ao invés de só derretido.

Em uma panela bem grande, coloque as linguiças moídas para dourar. Em seguida coloque a cebola e o alho para fritar junto com a linguiça. Acrescente o arroz, refogue. Coloque a seleta de legumes, o sazon, o caldo de carne e o molho, misture bem e acrescente água até cobrir (mais ou menos 1 dedo acima do arroz).  Coloque o orégano e o cheiro verde, misture bem. Abaixe o fogo e tampe até que o arroz cozinhe. Depois que o arroz cozinhar, transfira tudo para um refratário que possa ir ao forno. Cubra com maionese (não deixe de colocar a maionese, dá um gostinho especial) e o queijo e leve ao forno até gratinar o queijo.

As vantagens de fazer esse arroz são: é um prato super barato e gostoso, nem precisa de acompanhamento, mas se fizer questão, uma salada simples já adianta bem.

É isso, faço sempre, porque aqui, gostamos muito.

Ah, pode trocar a linguiça por frango desfiado, fica uma delícia e bem mais leve!

Gostou, então comenta!!!


Outras formas de assar…

Logo quando eu comprei minha máquina de fazer pão, eu pesquisei loucamente milhares e milhares de receitas. Daí eu lia que a maioria das pessoas nunca faziam o pão na própria máquina, só batiam a massa, moldavam na mão e assavam no forno mesmo… Eu gosto muito de praticidade sabe… então eu sempre pensava… imagina que eu vou enjoar de comer o pão com a mesma cara… quem liga pra cara do pão? Comi aquele pãozinho de padaria a vida toda e jamais deixei de apreciar o bonitinho! Pois bem! Não é que hoje em dia minha máquina nem pensa em assar o pão? Nem sei se ainda funciona essa função! Se eu quero pão quente de manhãzinha? Acordo mais cedo e faço o pãozinho ali no forno mesmo! Parece até que ele fica com gosto diferente!

Enfim, depois disso tudo, claro que toda vez que eu faço pão, fico testando formas e formas pra assar. A receita desse pão aí em cima é essa aqui http://conversanacozinha.com/2009/07/enroladinhos-pao-recheado/. O de salsicha eu chamo carinhosamente de cachecol de salsicha (cute, rs). O outro é bolinha de toscana mesmo. Processei a linguiça, fritei, pus um pouco de molho de tomate e temperinhos. Ficou delícia!

Gostou? Comenta!!