Primeira Vitória – Feijão Carioca

Tragédia clássica

Parte 2: O Retorno da Aprendiz de Cozinheira

Primeira Vitória: Feijão carioca

Estrelando: Juju Barbosa

Depois de uma conturbada semana de muita discussão, reflexão, desilusão e muitos, mas muitos conselhos vindos de corações tão queridos e solidários, visto a camisa para viver minha segunda experiência na cozinha e primeira na tentativa de fazer um feijão. Entrei no campo com a cabeça baixa, típica de um time que estreou com favoritismo, cheio de expectativas e que perdeu o jogo de lavada no seu próprio estádio, com a torcida toda assistindo (vide post: primeira tentativa – arroz branco).

Porém nesta nova partida algo havia acontecido, aparentemente e porque não, surpreendente, de alguma forma esse time (que na verdade sou eu) tinha evoluído, mesmo que pouco. De cara já destaco a calma, hoje eu estava absolutamente calma, sem pressa e até com o coração leve, percebi isso na hora que estava escolhendo o feijão, antes de lavar, sim, esse sim eu tenho certeza, é necessário escolher e lavar.

Tomei uma lição: cozinha e pressa não necessariamente combinam, pelo menos quando se está aprendendo, é fundamental se entregar, nem que seja por uma hora, uma vez na semana. E isso foi uma lição que também valeu para um outro aspecto da minha vida, mas que não vem ao caso, uma vez que não se refere a comida (risos).

Os Ingredientes

  • 4 xícaras de feijão carioca escolhido e lavado
  • quanto baste de água
  • 1 linguiça calabresa picada
  • 1 colher de sopa de alho picado
  • sal e cebola à gosto

O Preparo

Depositá-lo na panela de pressão (dessa vez eu já sabia de cara qual panela usar) com o triplo da medida de água ( tomando como referência a quantidade de feijão) para o cozimento. Algo como que três dedos de água a partir da superfície do feijão.

Tampar a panela e iniciar o cozimento.

Pausa para um desabafo.

Sempre tive pavor de panela de pressão, morri de medo o tempo todo mas pensei que tenho que aprender a mexer com ela, os medos não podem nos dominar . Na brincadeira, bolei um código com uma amiga: Caso em duas horas eu não entrasse em contato, ela chamaria o corpo de bombeiros. Felizmente não foi necessário.

Fogo alto á principio, essa minha dificuldade ainda é uma dificuldade, mas já menor, assim como o medo de me queimar, a frescura com o cheiro da cebola e do alho na mão e com a ardência  nos olhos, ainda provocada por estes e a insegurança na hora de arriscar a quantidade de sal e dos condimentos para o tempero. Iniciava-se naquele momento, a minha primeira verdadeira vitória na cozinha.

O tempo de cozimento do feijão para mim ainda é uma incógnita, mas como aprendi a abrir a panela de pressão embaixo da torneira, fui cozinhando de acordo com meu próprio “feeling”. Vocês repararam na palavra que usei? Feeling, este pela primeira vez despertado, junto com o olfato e com um paladar, agora, um pouco mais sensível.

Após 35 minutos, aproximadamente, comecei a me prepara para o tempero do feijão.

Numa panela à parte utilizei: lingüiça em pedaços, esta deve ser frita primeiro pois demora mais para fritar do que o alho e a cebola ( parece óbvio, mas foi para mim uma preciosa dica), posteriormente, acrescentei alho, sal e cebola picada. Quando os condimentos já estavam devidamente refogados, com um concha, selecionei uma parte do feijão que estava sendo cozido e despejei nessa panela. Após um tempo de mistura, coloquei o conteúdo da panela do tempero na panela de pressão, misturando novamente e deixando este cozinhar por mais um período.

Acredito ter descoberto um segredo, segredo pelo menos para mim, qual seria esse segredo: o caldo. Para deixar este mais grosso (que é da minha preferência) é necessário deixá-lo cozinhando, pode parecer bobo, mas esse raciocínio veio sozinho, ninguém nunca me contou isso e eu também nunca tive a curiosidade de saber.

Tudo estava indo bem quando minha mãe, de viagem, me ligou. Ao contar para ela a minha façanha, aquela ficou desesperada e me ligou um tempo depois novamente para saber se a filha dela, e principalmente a casa, existiam ainda.

No final da cocção houve um momento que achei necessário colocar um pouco mais de sal, por um instante acreditei ter estragado tudo, achei que tinha exagerado, mas foi apenas impressão. Quando meu irmão chegou em casa (ele que é super chato pra comida e havia já tirado o maior barato da minha primeira tentativa de arroz branco) experimentou e disse: Bom, muito bom inclusive, só falta cozinhar um pouco mais pois o grão ainda esta meio duro. Era verdade, minhas preocupações com o caldo e com o tempero eram tantas que me esqueci de verificar o detalhe da textura do grão, de como este se encontrava, nada grave, dentro de 20 minutos aquilo estava solucionado.


Meus queridíssimos amigos do Conversa na Cozinha, tenho o enorme prazer de relatar a vocês a minha primeira e bem sucedida tentativa de cozinhar, no caso, feijão. Meu primeiro feijão, este que eu cansava de plantar na escola, este que para mim representa o ápice da transmissão do amor na culinária,  hoje, meu jantar, feito por mim.

Algumas boas experiências já adquiridas: calma, um pouco mais de confiança, uma vontade maior de cozinhar para alguém (pois eu vou comê-lo sozinha e não estou achando muita graça nisso) e a descoberta de um grande aliado na cozinha, uma espécie de despertador, logo, dedico meu primeiro êxito ao meu melhor amigo:

O despertador

Timer

 

Que inclusive foi presente da dona da cozinha. É, ela sabe das coisas… Sempre.


Pão de Manteiga

 

Ingredientes

***medida do copo 240 ml

  • 1 copo de leite
  • 1 ovo
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 1/2 colher sopa de sal
  • 2 colheres sopa de açúcar
  • 3 copos + 2 colheres sopa de farinha de trigo (ou um pouco mais, se necessário)
  • 2 colheres chá de fermento biológico seco

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Modo de Preparo

Coloque todos ingredientes na Máquina de Fazer Pão, seguindo a ordem acima. Se for assar na máquina, selecione o ciclo doce. Se não selecione o ciclo amassar, após o término do ciclo, molde e deixe descansar por 30 minutos. Asse em forno pré-aquecido em temperatura média por 20 minutos ou até dourar.

Não tem máquina de fazer pão? Não tem problema! Clique aqui e saiba como fazer!


1ª Tentativa – Arroz Branco

Olá queridos amigos do Conversa na Cozinha

Me encontro neste espaço para relatar uma experiência inesquecível: O Cozimento do meu primogênito – Arroz branco

Parece piada? Não exatamente. Esta será a primeira vez que farei um arroz na vida e pra sobreviver no mundo de hoje, que é o nosso, precisamos de arroz. Se por acaso sabe-se cozinhar arroz, feijão e alguma carne, os problemas de morrer de fome tornam-se quase nulos.

Uma cozinheira que é inexperiente como eu, acredito, faz tudo com bem pouca praticidade, cozinhar vira um ritual, eu pelo menos, me arrumo, respiro fundo, arrumo a cozinha que está um caos, para que a minha comida também não vire um caos (que no meu caso não é nada difícil). E como já sei que a comida não vai sair tudo aquilo, pois tem um monte daqueles macetes que eu não sei, tento recompensar fazendo tudo direitinho para o mínimo, pelo menos, acontecer. Só que nesse caso não aconteceu.

Claro que para fazer um arroz, sendo o primeiro e estando completamente só eu precisei do auxilio de uma receita, então procurei na internet, logo pensei: Poxa, só não cozinha então quem ou é preguiçoso ou não quer porque está tudo aqui, é só seguir! Mas depois de viver uma grande experiência dramatúrgica, percebi que as coisas não são exatamente assim.

Primeiro passo – Os ingredientes

  • 1 xícara de arroz
  • 2 xícaras de água fervendo
  • Um dente de alho
  • Cebola
  • Azeite, que se julga necessário
  • Sal à gosto

Destaquei a cima os itens que me geraram maiores dúvidas, por questão de ilustração do que será explanado posteriormente.

Eu não sabia que uma xícara de arroz rendia tanto, estranhei, tive que ligar para minha tia pra confirmar. Fora isso, outras dúvidas, será que dá pra cozinhar arroz em qualquer panela? Ou tem que ser uma mais alta? mais grossa?. Eu vou usar, pelo menos agora, qualquer coisa que seja uma panela.

Eu tenho um problema sério com medidas, sejam elas de sal, de açúcar, água, etc. Até com as medidas prontas eu tenho problemas, será que estas devem ser seguidas até o ponto ou não necessariamente?

Quantas vezes será que é recomendado lavar o arroz antes de fazer? Arroz se escolhe antes de lavar né? Eu confesso que só me dei conta disso agora. Agente escolhe os que estão quebrados e com uma coloração diferente, acredito eu, fielmente. No pacote há uma informação que aponta a desnecessidade dessas etapas, será que eu sigo meu coração ou a embalagem do arroz?

Segui meu coração

Cebola arde demais o olho e o cheiro do alho na mão me incomoda um pouco. Da próxima vez vou cozinhar com luvas e óculos de natação.

Refogo o alho e a cebola com o azeite até dourar, ou até o que acredito que seja dourar. Nunca sei se o fogo esta alto de mais ou baixo demais, tenho medo de me queimar o tempo todo, o cheiro até aquele momento estava bom.

Acrescento o arroz lavado e selecionado (que meu coração mandou) na panela qualquer que acreditei poder usar e fritei por cerca de 30 segundos, depois acrescentei as duas xícaras de água que estavam fervendo num caneco á parte, misturei, eis que: Sal à gosto, a pior parte. Eu gosto de tudo meio salgado, mas não salgado demais e acho que isso é o segredo da comida e o mais delicado quando se quer agradar, questão de gosto.

Desse ponto em diante a idéia era só deixar secar com a panela fechada. Mas daí tudo deu errado. Não sei se a água foi demais ou foi de menos, se a panela deve ficar sempre fechada, mas o que houve foi que meu arroz secou meio mole, meio duro, e ficou parecendo arroz doce, empapado estando duro.

Não sei o que foi exatamente que deu errado, acho que primeiro:

Refoguei demais o alho e cebola, logo o arroz já ficou amarelado, de queimado, dos condimentos anteriores

Talvez eu também tenha errado na fritura do arroz antes de colocar a água

E este sim, com certeza: errei no cozimento

Num balaço final, errei em praticamente tudo

Minha mãe faz um arroz em 20 minutos e fica ótimo, eu levei quase 1:30 para fazer e deixaria qualquer dramaturgo grego com profunda inveja com o resultado da minha primeira experiência: uma tragédia pra tudo que é lado.

Até a próxima tragédia, assim, eu não espero!

Massinha de Modelar? Não, meu arroz primogênito!

Massinha de Modelar? Não, meu arroz primogênito!

Arroz “Soltinho”

1ª Tentativa – Arroz Branco
A panela que encontrei, e o estado final da coitada!

1ª Tentativa – Arroz Branco

Referências utilizadas para a tragédia: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/770-arroz-branco.html


Torta de Ricota

Sabe que, faz tempo que ensaio postar essa receita, mas da vez que eu fiz essa torta, não ficou tão bonita e não mereceu chegar até aqui!

Só que no Natal eu tive que fazer a torta. Já que comemoramos aqui casa em esse ano, e o Marido simplesmente ama essa torta, que a mãe dele sempre fez, a pedido do mesmo. Certamente está entre as sobremesas preferidas dele.

O engraçado é que estamos juntos à 5 anos e meio, eu demorei 3 pra ter coragem de experimentar, pois tenho um certo preconceito aos derivados do leite.

Mas teve um ano específico que a dita cuja estava tão bonita, tão apetitosa, que me rendi! Imaginem o arrependimento, 3 anos olhando pra ela e quando comi um pedacinho… Hum! Delícia! Acho que é a melhor sobremesa que minha sogra me acrescentou!

O melhor da torta é a simplicidade!

Ingredientes

  • 1/2 kg de ricota (aproximadamente)
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 medidas (da lata) de leite
  • 6 colheres sopa (rasa) de açúcar
  • 2 colheres sopa de amido de milho
  • 4 gemas
  • 4 claras em neve
  • 1 colher sopa de manteiga
  • 100 grms de uva passa

Modo de Preparo

Unte uma forma  com manteiga e farinha de trigo. Aqueça o forno em temperatura média.

Bata no liquidificador todos os ingredientes, exceto as claras e as uvas passas.

Envolva as claras em neve na mistura delicadamente, até formar um creme homogêneo. Coloque o creme na forma.

Lave as uvas passas e passe na farinha de trigo (para não afundar no creme). Colocar as uvas em cima do creme e levar ao forno por aproximadamente 40 minutos, até dourar e teste com um palito, ele deve sair limpo.

Sirva gelada.

Faça! Vale muito a pena! Depois me conta o que achou!


Baguetes


Aí vai mais uma receita aprovadíssima…

Digamos que ela não é a mais simples… porém, depois de hoje nunca mais eu compro pão em padaria!!!

Aí vai…

Ingredientes:

  • 200 ml de água morna
  • 1/2 colher de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo (medida de 240 ml)
  • 1 e 1/2 colher de chá de fermento biológico (ou 15 grms de fermento fresco)
  • *** + 1 clara para pincelar e fubá para untar o tabuleiro***

Modo de fazer

Coloque os ingredientes na máquina, seguindo a ordem acima e selecione o ciclo amassar. A massa fica bem molinha, mas dá pra manusear se as mãos estiverem enfarinhadas.
Quando a máquina terminar de bater a massa (antes de começar o crescimento), enfarinhe as mãos e coloque a massa em um recipiente com um fio de óleo, role a massa pelo recipiente, para que o óleo cubra a massa (levemente).
Coloque o recipiente com a massa dentro do forno frio, com um copo de água quente dentro do forno.
Deixe crescer por 40 minutos.

Após o crescimento divida a massa em 4 partes e deixe descansar mais 5 minutos em cima de um tabuleiro enfarinhado.
Molde as baguetes e transfira para uma forma polvilhada com fubá.
Coloque novamente no forno frio, com o copo de água quente durante meia hora, para o segundo crescimento.

Retire do forno e pré-aqueça a 180 graus.

Pincele as baguetes com a clara(diluída em 1 colher de sopa de água) e leve ao forno por cerca de 25 minutos (ou até que estejam na cor desejada).

Aproveite e coma elas quentinhas.

*** Para congelar, asse sem deixar que elas corem muito, deixe esfriar e congele. Quando quiser comer, é só por no forno por 10 minutos, na temperatura média.

Ufa… é isso…

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