Lasanha de Frango

Hummm, só ao lembrar o gosto dessa lasanha já abro um sorriso! Eu amo lasanha de frango, gosto dos outros sabores também, mas de frango é a minha preferida! Sei lá, amo frango! É a minha carne preferida também!

A receita é muito simples!

  • 1 kg de peito de frango cozido, desfiado e temperado
  • 500 ml de molho de tomate (não precisa ser encorpado, pode ser ralinho)
  • 500g de Mussarela ralada ou em fatias
  • 1 pacote de massa de lasanha, dessas que vão direto ao forno

Lasanha de frangoO preparo é simples, o normal da montagem de qualquer lasanha.

Forre o fundo de uma travessa (grande) com molho quente, coloque a massa da lasanha e molho novamente. Daí intercale sempre assim: Frango, queijo, massa, molho, finalizando com massa e queijo.Lasanha de frangoLasanha de frango

Forre a travessa com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos (a massa que eu usei pede apenas 12 minutos, mas eu fiz em 20 mesmo!), em temperatura alta. Tire do forno e espere 5 minutos para servir.

Sirva bem quentinha!

Dica: Se você quiser um recheio mais cremoso, adicione 1 ou 2 potes de requeijão ao frango, também fica muito bom!

E Aí? Gostou? Vai fazer? Deixa um comentário e me conta!


Frango com Cheddar

Essa é uma receita baseada no Frango com Requeijão da mãe do marido… Eu lembro exatamente a primeira vez que eu fiz… Não tinha a menor idéia de como era… lá em 2006 e fiz do jeito que eu imaginava. Comprei filés de frango, temperei, grelhei, coloquei numa assadeira, cobri com requeijãoe levei ao forno… Depois de um tempo eu descobri a forma de se fazer… claro que não tinha nada a ver com a minha tentativa…

Só que tinha um grande problema, eu não gosto de requeijão (pode me chamar de chata)! Nem um pouco aliás! Pra mim tem gosto de leite salgado e cremoso, horrível!

Então fiz essa adaptação e comecei a usar o cheddar… é um prato super fácil e delicioso!

Ingredientes

  • 1 Kg de sobrecoxa de frango
  • 2 colheres (sopa) de molho inglês
  • 1/2 colher (sopa) de sal
  • 1 tablete de caldo de galinha
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola cortada em fatias
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 pacotinho de sazon para aves
  • cheiro verde picadinho e orégano à gosto
  • 1 pote de cheddar

Modo de Preparo

Em uma panela grande coloque o frango, o molho inglês, o sal e o caldo de galinha. Cubra com água e leve ao fogo por mais ou menos 1/2 hora (ou até que o frango esteja cozido). Retire o frango da panela e reserve o caldo.


Quando o frango estiver frio, retire a pele (pode jogar a pele fora) e desfie grosseiramente o frango (despedace, não deixe pedaços muito pequenos), reserve.

Leve uma panela ao fogo com o azeite, a cebola e o alho até dourar. Coloque o frango, o sazon e frite por uns 5 minutos, mexendo sempre.


Coloque 2 conchas do caldo do frango que você tinha reservado, o cheiro verde, o orégano e o pote de cheddar, misture bem. Coloque numa assadeira e leve ao forno por 20 minutos.


Sirva com arroz e batata palha.


Dicas:

  1. Caso você goste, pode optar por requeijão, eu não gosto, mas todo mundo acha uma delícia!
  2. Não precisa ser necessariamente a sobrecoxa do frango, pode-se usar também o peito, por exemplo. Eu uso a sobrecoxa porque além de ser a minha parte preferida, eu também acho que tem mais sabor e fica mais molhadinha.
  3. A receita pode ser dobrada ou triplicada facilmente!
  4. O restante do caldo do frango, normalmente eu uso pra fazer o arroz!

E aí? Gostou da receita? Deixa um comentário!


Canelone de Frango

Ás vezes aqui em casa é um pouco difícil inovar, porque temos nossos pratos preferidos e nem sempre a gente os ingredientes pra fazer algo diferente também.

Agora não posso me esquecer que… além de alimentar nossos estômagos, também tenho um blog pra alimentar e muitas pessoas que aguardam ansiosamente [sic] por receitas novas!

Taí então uma experiência que deu certo… meio no joga isso, joga aquilo… mas rolou…


Ingredientes

  • 1 kilo de peito de frango (limpo)
  • 2 tomates sem sementes
  • 1/2 colher de sopa de sal
  • 1 colher de sopa de óregano
  • pimenta à gosto
  • 200 gramas de mussarela em cubinhos
  • 1 pacote de massa para lasanha (fresca)
  • 1 lata (pacotinho) de molho pronto
  • catupiry a gosto


Modo de Preparo

Coloque no processador o frango e o tomate e bata, até que tenha virado uma pasta.

Com uma colher misture o sal, orégano, a pimenta. Em seguida o queijo em cubinhos. Reserve.

Em uma travessa grande (que possa ir ao forno) coloque o molho pronto e mais uma medida (da embalagem) de água.

Faça com a massa da lasanha o canelone, usando a medida de mais ou menos 1 colher de sopa (da mistura do frango) para cada massa. Deite os canelones na travessa já com o molho. Repita isso até que complete a travessa. ** No meu caso sobraram 5 canelones que depois eu fiz um molho branco pra acompanhar.

Cubra com papel alumínio e leve ao forno baixo por 30 minutos.

Retire do forno, retire o papel alumínio e coloque o catupiry, leve ao forno novamente por uns 10 minutos pra amolecer o catupiry.

Aqui em casa eu servi com arroz branco e batatas fritas!!


E aí, o que achou?

Gostou? Fez? Vai fazer? Deixa um comentário!!!



Ingredientes: Temperos

Ervas e temperos

Equilibrar ervas e temperos não é apenas um segredo para dar mais sabor às suas receitas. Pode ser também uma forma de brincar com o seu poder de alquimia, exercitando o seu paladar e o seu olfato, através de combinações inusitadas. Sem falar no efeito relaxante de passar horas na cozinha experimentando novos sabores e aromas.

O resultado final acaba sendo só uma consequência. Por isso, junte os amigos e a família em volta do fogão e convide todo mundo para participar. Esse pode ser um dos momentos mais gostosos do almoço ou do jantar.

Para começar, descubra alguns segredos de como usar as ervas e as principais características de cada uma.
– As ervas devem ser usadas, de preferência, frescas. Com exceção do orégano e do alecrim, que ficam melhores depois de secos, e do tomilho, que fica bom das duas formas.
– As ervas são mais saborosas e perfumadas quando picadas na hora de preparar a receita e, quando for o caso, adicionadas só quando for servir.
– Ao contrário das ervas frescas, as desidratadas (secas) devem ser adicionadas no início do cozimento. Durante o preparo, elas reidratam e trazem aromas e sabores mais marcantes.
– Uma ótima ideia para temperar saladas e carnes é preparar um azeite de ervas. Uma receita básica: acrescente 2 dentes de alho, um mix de pimentas e suas ervas preferidas em um vidro de azeite e deixe tampado por 2 meses para tomar gosto.


HORTELÃ
(Mentha)

Menta e hortelã são dois nomes para um mesmo tipo de erva: a Mentha. No Brasil, chamamos de hortelã os pezinhos da espécie Mentha piperita, e de menta, os da Mentha spicata. Tempero famoso entre os árabes e muito comum em chás e sucos, tem cada vez mais se popularizado na cozinha contemporânea.

Conhecida desde a Antiguidade Greco-romana, Menta era o nome de uma ninfa que se apaixonou pelo deus Plutão. Perséfones, a deusa do mundo subterrâneo, descobriu a paixão da ninfa e, graças à sua ira e ciúme, transformou-a em uma planta rasteira.

Os Romanos usavam a hortaliça em banhos e perfumes e foram eles que a levaram para a Europa.

Hoje, ela pode ser usada à vontade e seu sabor e aroma marcantes dão muita personalidade às receitas. A hortelã vai bem em molhos de tomate, alcaparras, saladas e sucos, além de ser um excelente tempero para carnes. Suas folhas também podem ser usadas para decorar pratos e sucos.

Além de muito saborosa e perfumada, é rica em vitaminas C e A, cálcio e ferro, tornando sua receita ainda mais saudável.

ORÉGANO
(Origanum vulgaris)

As propriedades aromáticas e medicinais do orégano são conhecidas desde a Antiguidade. A palavra orégano (de Origanum) tem origem grega e significa “alegria da montanha”. A erva já era valorizada na Grécia Antiga por seu aroma e sabor fortes, mas foram os romanos que difundiram seu uso por todo o império até que ela chegasse à gastronomia italiana.

Ainda hoje ele é um dos temperos mais utilizados em pratos italianos como molhos de tomate, berinjela à parmegiana, massas e, é claro, nas pizzas, além de dar um toque especial às saladas frescas. Ao contrário da maioria das ervas, que ficam melhores frescas, ele deve ser usado preferencialmente seco.

Uma curiosidade: considerado um tônico para o aparelho digestivo, o óleo essencial* do orégano pode auxiliar na digestão.

*Composto por cervacol, cimeno, linalol e tanino.

Receita curiosa: Vinagre temperado

Os gregos costumavam preparar um vinho aromático e digestivo com ramos de orégano. Para o nosso paladar, o melhor é adaptar essa receita para o preparo de um delicioso vinagre, ideal para temperar saladas, carnes e outros alimentos:
1. Lave bem um ou dois ramos de orégano fresco. Deixe secar completamente.
2. Esterilize uma garrafa e, depois de bem seca, coloque os ramos de orégano fresco. Complete com vinagre de vinho branco ou de maçã até cobrir a erva completamente.
3. Feche bem, usando uma rolha e deixe descansar por 15 dias. Agite o vidro antes de usar.

MANJERICÃO
(Ocimum Basilicum)

O manjericão é quase uma unanimidade na cozinha. Considerado uma erva aromática e medicinal, ele é conhecido desde a Antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. Para a cultura hindu, é um ingrediente sagrado: representa a deusa Tulasi, esposa do deus Vishnu, e está relacionado aos sentimentos de ódio, amor e luto. Mas apesar da simbologia religiosa, é também muito popular pelo seu poder culinário.

Hoje em dia, é imprescindível na gastronomia italiana e francesa, no preparo de uma grande variedade de pestos e molhos. Além disso, combina perfeitamente com pratos que levam tomate, azeite, limão, carnes vermelhas e massas. Além, é claro, da clássica pizza.

Os tipos são bem variados: o manjericão de folha larga, o de folha miúda e o de folhas roxas. Todos eles têm os mesmos princípios ativos, a diferença está no sabor mais ou menos acentuado.

Como o manjericão é muito delicado, ele deve ser acrescentado instantes antes de servir, pois perde sabor com o calor. Pode ser combinado com outras ervas e deve ser usado, de preferência, fresco.

Dicas:

O manjericão é uma das hortaliças mais delicadas e não pode ser congelada, pois perde aroma e sabor. Por isso:
– Conserve a erva fresca em um recipiente limpo e seco, bem fechado, por até três dias.
– Conserve a erva seca em um recipiente fechado e protegido da luminosidade e umidade.

ALECRIM
(Rosmaninus officinalis)

Verde acinzentado, folhas espinhosas e sabor forte. Essas são as características do alecrim, uma erva aromática bastante rústica e de propriedades estimulantes. Devido a seu aroma característico, era chamado pelos romanos de Rosmarinus, que significa “orvalho do mar”. Combina bem com uma variedade grande de alimentos e pode ser usado fresco, mas é desidratado que concentra mais sabor e aroma.

A erva é um excelente tempero para todos os tipos de carnes, como cordeiro, frango assado, vitela, porco, carne vermelha e peixes. Também pode ser usada para temperar acompanhamentos como batatas, abobrinhas e tomates. Como não perde sabor ou aroma quando exposto a altas temperaturas, pode ser adicionado no início do cozimento, mas o ideal é retirá-lo antes de servir.

Um segredo: você pode espalhar ramos de alecrim sobre o carvão em brasa, em churrasqueiras, para deixar as carnes e legumes assados com um sabor bem interessante.

ALHO
(Allium sativum)

Originário da Silícia ou da Ásia Ocidental, o alho é utilizado há mais de 5.000 anos pelos hindus, árabes e egípcios. Carinhosamente apelidado de Stinking Rose pelos ingleses, que significa rosa mal cheirosa, é utilizado desde a Antiguidade como medicamento. Na Grécia Antiga, por exemplo, era empregado no tratamento de doenças pulmonares e intestinais.

Muito versátil na culinária, pode ser usado das mais diversas formas: cru, refogado, picado, em rodelas, esmagado ou assado, para temperar molhos, arroz, refogados e assados. Os portugueses, em particular, usam o tempero com generosidade em quase todos os pratos da sua gastronomia.

Pesquisas recentes identificaram no alho diversas propriedades terapêuticas: além de ser um antimicrobiano, exerce ação anticoagulante, anti-inflamatória e antioxidante, e fortalece o sistema imunológico.

Dicas:
1. Armazene dentes de alho descascados em um bom azeite de oliva. Assim eles não ressecam e o azeite ganha um sabor especial.
2. Amasse os dentes de alho com sal e conserve na geladeira, em um recipiente bem fechado. Quando você precisar, ele já estará pronto.
3. Antes de usar, coloque os dentes de alho de molho em água fria durante dez minutos. As casquinhas se soltarão facilmente e você não ficará com cheiro nas mãos.
4. Para minimizar o residual que ele deixa na boca, chupe um ou dois cravos-da-índia ou tome um copo de leite.

CEBOLINHA
(Allium fistulosum)

Originária do Oriente, a cebolinha é conhecida há mais de 4.000 anos. Era chamada pelos os chineses de “a pérola entre as verduras”, por causa de seu perfume e propriedades nutricionais e terapêuticas. Veio para o ocidente através de Marco Polo.

Seu sabor, muito parecido com o da cebola, porém mais suave, combina com várias receitas. Normalmente picada em pequenos anéis, é muito usada em omeletes, molho vinagrete, molhos à base de creme de leite para peixes, saladas e sopas. Ótima também no preparo de patês de ricota ou queijo cremoso.

Suas folhas verdes e roliças, compostas por sais minerais, vitamina A, cálcio, fósforo, niacina (estimulante de apetite), fazem dela uma erva muito nutritiva. Considerada um digestivo eficiente, ajuda também no combate de gripes e resfriados.

Dicas:
– A cebolinha fresca resiste por mais tempo se for guardada na geladeira, em um recipiente fechado. Se preferir a versão seca, guarde-a bem fechada e longe da umidade.
– Você também pode picar a erva e congelar em porções individuais, protegidas por plástico-filme.

COMINHO
(Cuminum cyminum L)

As sementes do cominho são pequenos grãos muito difundidos desde a Grécia Antiga. Sua origem é oriental e, de lá, espalhou-se pelo mundo. Hoje, pode ser encontrado nas culinárias do Índico, do Oriente, do Oriente Médio, do México, de Portugal e da Espanha.

Com aroma e sabor muito marcantes, você pode utilizar os grãos moídos ou inteiros no preparo de guisados e grelhados de cordeiro, frango e peixe, entre outras especialidades regionais, como o curry, o chilli, o cuscuz de sêmola e o chucrute. Os famosos chutneys também são temperados com Cominho.

Uma curiosidade: os indianos preparam uma bebida muito refrescante e popular, o Zeera Pani, combinando a erva com suco de tamarindo.

Dicas:
– Aqueça as sementes de cominho antes de moer para enriquecer o sabor.
– Use a erva com moderação para não encobrir outros sabores de seu prato.

FUNCHO
(Foeniculum Vulgare)

Mais conhecido como erva-doce, o funcho tem um perfume agradável e sabor que lembra o anis, levemente refrescante. Originário da bacia do Mediterrâneo, já fazia parte da mitologia grega e romana. Associado a Dionísio, deus do vinho e dos alimentos, foi através de um caule de funcho que o conhecimento dos deuses chegou aos homens.

Hoje, a erva-doce é um ingrediente importante na culinária francesa e italiana. Muito versátil, aproveita-se o bulbo, o caule e a semente, e pode ser consumida cru, cozida ou assada. A culinária mediterrânea, por exemplo, utiliza as sementes para aromatizar molhos e conservas vegetais, como o pepino e a cebola. Já o seu caule fica delicioso no preparo de saladas, sopas e assados.

Apesar de muito saborosa, a erva-doce é pouco nutritiva. Por outro lado, pode auxiliar no funcionamento do intestino e na digestão.

GENGIBRE
(Zingiber officinale)

O gengibre é uma planta cultivada há mais de 5.000 anos, natural da ilha de Java, da Índia e da China. De lá se difundiu para as outras regiões do mundo. Foi levado para a Europa durante as Cruzadas e chegou ao Brasil em menos de um século após o descobrimento.

Raíz de sabor picante, pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces, de diversas formas: fresco, seco, cru, cozido, em conserva ou cristalizado. O sabor da erva seca é mais aromático e suave; em conserva, assume um toque mais agridoce.

O gengibre é muito utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco para temperar frango e conservas (beni shouga) e a sua versão em conseva, para acompanhar sushis e sashimis. Já o cristalizado, é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

Como planta medicinal, é uma das mais antigas e populares do mundo, considerado um “medicamento universal”. Seus benefícios vem do seu óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona. Pode ajudar a combater gripes, tosse, resfriado e é um excelente antioxidante.

Dica:
– Como preparar gengibre em conserva (utilizado na culinária japonesa):

Ingredientes
1/2 kg de gengibre descascado
2 xícaras (chá) de vinagre de arroz
3 xícaras (chá) de água
3 colheres (sopa rasa) de sal
1 1/2 xícara (chá) de açúcar

1. Lave bem e rale 3 raízes de gengibre fresco em fatias muito finas, salgue e reserve por 24 horas.
2. Em seguida, lave muito bem até retirar todo o sal e coloque em uma panela grande com o dobro de água. Ferva por 30 minutos e escorra.
3. Adicione o vinagre de arroz, o açúcar e leve ao fogo baixo. Mexa sem parar para incorporar o açúcar. Espere esfriar e armazene na geladeira, em um recipiente fechado.


SALSA
(Petroselinum crispum)

A salsa é cultivada há mais de 2.000 anos e se tornou uma das plantas aromáticas mais populares na gastronomia contemporânea. Originária da Europa, pode ser encontrada tanto crespa quanto lisa. Ao lado da cebolinha, compõe o famoso tempero chamado de “cheiro-verde” e pode ser utilizada fresca ou seca.

Assim como muitas outras ervas aromáticas, a salsa está relacionada à mitologia greco-romana. Conta-se que Hércules foi coroado com folhas de salsa para celebrar o sucesso de um dos doze trabalhos. Para os egípcios, a erva consistia em santo remédio para a dor de estômago e distúrbios urinários. Já os romanos espalhavam no ambiente de seus intermináveis banquetes, regados a muito vinho, para desintoxicar.

Hoje em dia, a salsa agrada aos paladares mais exigentes. Tanto as folhas quanto os talos temperam com harmonia peixes, frutos do mar, carnes vermelhas, aves, legumes, ovos, sopas, molhos, massas e quase todos os pratos salgados.

Suas folhas são ricas em vitaminas A, B1, B2, C e D, antioxidantes e expectorantes, além de fazerem bem aos rins e trato urinário. Devem ser consumidas cruas, pois o cozimento elimina boa parte dos seus benefícios.

Dicas:
– A salsa resiste por até 3 meses quando congelada: lave bem o maço e pique. Separe em porções individuais, envolva em plástico-filme e guarde em um recipiente tampado.
– Para conservar melhor da geladeira, enrole as folhas frescas em papel-toalha borrifado com água.
– Já as folhas secas devem ficar em um recipiente fechado, longe da umidade e da claridade.

TOMILHO
(Thymus vulgaris)

De origem mediterrânea, o tomilho é uma erva extremamente perfumada, com sabor marcante, picante e um pouco amargo.
Seu nome deriva do grego thymus, que significa “coragem”.Era usada na Antiguidade como incenso para representar graça e elegância. Já os romanos acreditavam que banhos com a erva despertavam a coragem.

Suas folhas e flores podem ser consumidas frescas, secas ou moídas, e hoje são ingredientes indispensáveis na culinária francesa e também na brasileira. Combinam muito bem com carne de porco, aves e peixes, além de patês, guisados, sopas, purês e molhos. Para manter seu sabor e perfume deve ser adicionada ao final do preparo, instantes antes de desligar o fogo. Se puder, retire as ervas antes de servir.

Em infusão, o tomilho pode auxiliar no combate às infecções de garganta e problemas respiratórios.

Dicas:
– Para armazenar, feche bem o tomilho fresco em um saco plástico e guarde na geladeira ou em um copo de água gelada.
– Já a erva seca deve ser armazenada em recipientes bem fechados, longe da luz e da umidade.
– Para preparar o tomilho fresco, remova as folhas dos talos passando as mãos de cima para baixo e depois pique-as. Seu aroma aparece quando as folhas são amassadas, picadas ou esfregadas entre os dedos.

SÁLVIA
(Salvia officinallis)

Erva de cheiro intenso e penetrante, levemente azeda, a sálvia é nativa da região mediterrânea. Seu nome deriva do latim salvere, que significa “curar”. Tida como sagrada, tudo relacionado a ela era repleto de ritos. Os gregos, romanos e árabes usavam como tônico geral e contra mordidas de cobras. Também conhecida como a erva da longevidade, os egípcios achavam que ela era capaz de aumentar a fertilidade.

Hoje, suas folhas e flores são usadas frescas, secas ou moídas. Apesar de não combinar muito bem com outros temperos, pode ser usada com moderação no preparo de mais carnes gordurosas, carne de porco e em recheios para aves ou peixes. Em sopas, cremes e molhos ou marinados, seu sabor é bem marcante. E nas saladas, basta acrescentar pequenas folhas frescas às verduras e misturar.

Dicas:
– O vinagre aromatizado com essa erva é uma delícia. Em um recipiente, coloque 2 ramos de sálvia e complete com vinagre previamente fervido. Guarde longe da luz e da umidade.
– As folhas frescas podem ser conservadas na geladeira, em recipientes fechados, por alguns dias. Seco, o tempero deve ser armazenado em recipiente escuro e sem umidade, para que seu aroma e sabor não se dissipem.

PIMENTAS
(Capsicum) (Piper)

As pimentas pertencem ao gênero Capsicum, da mesma família da batata, do tabaco e da petúnia. O sabor ardido é único no reino vegetal, mas sua variedade é enorme: existem mais de 25 espécies conhecidas, que se dividem entre dois tipos: doce ou quente.

A pimenta de “sino” é a do tipo doce e denomina pimentas não picantes ou pouco picantes, de aspecto maciço como o pimentão e a pimenta biquinho. Já a chile, ou chilli, representa a variedade das pimentas picantes ou quentes.

Originárias da região do México Central, a pimenta vermelha foi levada para a Europa por Cristóvão Colombo em uma das suas viagens para a América. Ao encontrar um fruto vermelho e pequeno usado pelos nativos americanos, ele os chamou pimiento, palavra espanhola para pimenta preta ou pimenta-do-reino.

Existem dois tipos básicos de molho de pimenta:

1. O molho feito com frutos inteiros e muito picantes que são conservados em vinagre, salmoura ou azeite. Podem temperar empanados, pastéis, carnes e outros pratos, com moderação;

2. ou o de sabor mais leve e suave, produzido com frutos macerados ou moídos que são misturados ao vinagre e às especiarias. São mais usados em guisados, ovos, sopas e coquetéis.

Além de saborosas, as pimentas também são muito nutritivas: contêm mais vitamina A do que qualquer outra planta no reino vegetal. São excelente fonte de vitamina C e B, além de possuir quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos.

Dicas:
– A melhor maneira de usar a pimenta é logo após sua colheita. Ao comprar pimenta fresca, escolha os frutos que possuem a pele macia, que sejam firmes ao toque e mais brilhantes.
– As pimentas vermelhas são mais saborosas que as verdes.
– Para amenizar a ardência das pimentas, lave-as, tire as sementes, o talo e as veias internas. (É recomendável quando for limpar mais que uma ou duas pimentas, utilizar luvas de borracha para proteção). Se preferir, elas podem ser usadas inteiras ou picadas, sem ser limpas, como é costume no México e na Índia.

Para conservar:
– Pimentas secas podem ser mantidas por bastante tempo. Basta estocar em um recipiente tampado e longe da umidade, de preferência no refrigerador ou freezer.
– Se não for usá-las imediatamente, armazene no refrigerador por quatro semanas ou mais, guardadas em recipientes ou em plásticos, livres de ar.
– Se as pimentas forem transportadas ou mantidas fora da geladeira, o melhor será colocá-las em embalagem de papel mas nunca diretamente em saco plástico.
– Caso queira armazenar por mais tempo, as pimentas podem ser congeladas.

Para pimentão e outras variedades de pimenta doce:
– Lave as pimentas, tire as sementes e seque. Corte-as pela metade e coloque em um plástico livre de ar e de vapor. Em seguida, congele.

Para pimentas tipo jalapeños, serranos etc.:
– Lave e seque as pimentas. Coloque-as inteiras em um plástico, livre de ar e vapor. Congele em seguida.

Fonte: Sadia


Curso de Congelamento

O CONGELAMENTO E SUAS VANTAGENS

O congelamento é um eficiente sistema de conservação de alimentos, retirando-lhes o calor até que a temperatura apropriada atinja seu interior. Para proporcionar tais condições de temperatura e merecer a designação de FREEZER, o congelador deve operar a -18 graus centígrados no mínimo. Uma vez congelado, o alimento se torna rígido. Nesse estágio, o desenvolvimento de micro-organismos e o conseqüente processo de deterioração são drasticamente retardados. O congelamento não altera as características dos alimentos ao natural ou já preparados, conservando seu sabor, coloração e propriedades nutritivas, desde que submetidos ao mesmo em boas condições e de acordo com as técnicas recomendadas.

As vantagens do congelamento são inúmeras e evidenciam-se na medida que o usuário se familiariza com o freezer:

CONFORTO
– com o uso do freezer, a tarefa diária de cozinhar se torna obsoleta – em 1 ou 2 dias é possível preparar um cardápio para semanas, do café matinal à refeições completas.
– as compras no supermercado e outros fornecedores se tornam muito menos freqüentes.
– os atropelos comuns aos dias de festas e recepção são eliminados através do preparo antecipado de doces, tortas, salgadinhos etc.
– visitas inesperadas não provocam atribulações quando se trata de servir um lanche ou refeição.

ECONOMIA
– cozinhar maiores quantidades de alimentos é outra das vantagens básicas do congelamento, acarretando menor consumo de gás – por exemplo: cozinhar 3 quilos de carne praticamente o mesmo tempo do que cozinhar 1 quilo.
– armazenar-se alimentos adquiridos a preços mais baixos no atacado, durante as safras ou em promoções especiais.
– o desperdício é virtualmente eliminado, pois os alimentos são congelados em porções e retirados do freezer na quantidade certa para cada ocasião.

SAÚDE
– a preparação antecipada de um extenso cardápio possibilita a variação diária de pratos, facilitando o balanceamento da alimentação.
– é possível consumir legumes, frutas e outros alimentos fora de sua época de safra, com sabor e propriedades nutritivas inalteradas.

INSTRUÇÕES GERAIS

I – PROCEDIMENTOS INICIAIS
Para colocar o freezer em funcionamento, siga as “instruções de instalação e ligação “contidas no MANUAL DE INSTRUÇÕES DO FREEZER.
Deixe-o ligado por 5 horas, totalmente vazio e com a porta fechada, antes de armazenar a primeira carga de alimentos. Leia o manual até o fim antes de preparar a primeira carga de alimentos; consulte-o sempre até adquirir prática. Se possível, faça um curso de congelamento – quanto mais se conhece sobre o freezer, mais benefícios se obtém com a sua utilização.

II – TÉCNICAS BÁSICAS DE CONGELAMENTO
Todo alimento a ser congelado deve ser fresco, limpo e de boa qualidade. O congelamento deve ser providenciado logo após a compra dos produtos.
Os alimentos que serão congelados prontos devem ser levemente temperados e cozidos apenas pelo tempo mínimo necessário – o congelamento tende a acentuar os temperos e amaciar os alimentos. Esfriar rapidamente os alimentos após o cozimento ou fervura é indispensável para a manutenção de suas propriedades. Para evitar a perda de umidade dos alimentos, é essencial que os mesmos sejam embalados com material à prova d’água; durante o empacotamento, os alimentos já embalados devem permanecer no refrigerador até que todos possam ser colocados de uma só vez no freezer. Os alimentos só devem ser retirados do freezer imediatamente antes de sua utilização, podendo ser consumidos até 24 horas após o descongelamento (frutos do mar até 12 horas). Uma vez descongelado, o alimento não pode voltar ao freezer, exceto no caso de um produto cru que venha a ser transformado em prato pronto.

III – A EMBALAGEM
A embalagem ideal é aquela que não permite que o alimento entre em contato com o ar frio e seco do freezer, evita a passagem de aroma, não se rasga facilmente, resiste à gordura, adere ao alimento antes do congelamento e solta-se com facilidade do produto congelado.

Para alimento sólidos, recomenda-se o uso de:

a) – Sacos de Polietileno Incolor (atóxico), novos ou isentos de resíduos. Após a colocação dos alimentos, o ar é retirado com o auxílio de um canudo ou mini-bomba especial, fechando-se a abertura com arame plastificado.

b) – Folhas de Alumínio, duplas e bem pressionadas, com a face mais brilhante em contato com o alimento.

c) – Recipientes Plásticos com Tampa, fechados com fita-crepe caso não proporcionam vedação hermética. Se o alimento não chegar ao nível da tampa, indroduz-se folha de alumínio, papel-manteiga ou plástico no espaço vazio,
para evitar a formação de cristais de gelo.

d) – Bandejas e Pratos Aluminizados, com tampa: agir de acordo com as instruções do item anterior; não havendo tampa, envolva a bandeja ou prato com alimento num saco plástico, extraia o ar e feche com arame plastificado.

e) – Plástico Aderente, vendido em rolos, bem pressionado sobre os alimentos para evitar bolhas de ar e vedado com fita-crepe.

f) – Potes e Travessas tipo Pirex, que também são muito práticos para congelamento, só devem ser levados ao forno para descongelamento quando este estiver frio; caso contrário ocorrerá choque térmico (trinca). Para não ficar com os recipientes tipo pirex retidos no congelador, basta revesti-los previamente com plástico e desenformar os  alimentos depois de congelados, levando-os novamente ao freezer devidamente acondicionados.

Para alimentos líquidos, aconselha-se:
– Potes de Vidro
– Recipientes Plásticos
– Formas de Gelo

Obs.: Como os líquidos se expandem no processo de congelamento, é necessário deixar uma margem de cerca de 2 cm da borda dos potes e recipientes.
Nota: As embalagens devem ser etiquetadas, constando as datas de preparo e validade para consumo, o tipo do alimento ou seu número (caso se utilize um índice).

IV – ARMAZENAMENTO
Desde a primeira carga de alimento a congelar, o armazenamento deve ser efetuado em lotes que não excedam 5% da capacidade do freezer e com intervalo de 12 a 24 horas entre um lote e outro. Um freezer de 280 litros, por exemplo, só deve receber 14 quilos de alimentos de cada vez. Os alimentos devem ir para o freezer já resfriados, sendo primeiramente colocados em contato com as placas frias, podendo ser empilhados depois de congelados. Ao recarregar o freezer, não encoste os alimentos frescos aos já congelados.
Registrar por escrito o estoque de alimentos, anotando as retiradas, e utilizar cada compartimento para um determinado tipo de produto facilita o controle de estoque e o manuseio dos alimentos.

V – PERÍODOS DE ESTOCAGEM
Ver nos capítulos específicos para cada tipo de alimento.

VI – O DESCONGELAMENTO
O descongelamento é o processo que devolve aos alimentos seu estado anterior, devendo transcorrer conforme as modalidades abaixo, sem a utilização de água diretamente sobre os mesmos:

a) – Descongelamento na temperatura ambiente, apropriado para tortas, bolos, doces e frutas, que devem descongelar ainda embalados.

b) – Descongelamento no refrigerador, para alimentos cujo descongelamento deve ser lento, tais como carnes cruas e queijos.

c) – Descongelamento no forno ou fogão, indicado para todos os pratos prontos (assados, ensopados, molhos etc).

VII – DEGELO E LIMPEZA DO FREEZER
Efetue o degelo e a limpeza do freezer de acordo com as indicações do MANUAL DE INSTRUÇÕES DO FREEZER.
Obs.: Abra o freezer somente quando necessário – isto evitará maior penetração do ar ambiente, cuja umidade condensada provoca acúmulo de gelo.

XIX – PREPARAÇÃO ESPECÍFICA DOS PRINCIPAIS PRATOS
– Tortas Salgadas – usar farinha de trigo em lugar da maizena para engrossar; deixar esfriar em temperatura ambiente antes de embalar; descongelar em temperatura ambiente ou no refrigerador; em caso de pressa, envolver em folha de alumínio e levar ao forno.
– Sopas – cozinhar primeiro a carne com os temperos, acrescentar os legumes e por último o macarrão, que deve ferver por 3 minutos no máximo; descongelar no refrigerador ou em panela de pressão com 5 colheres (sopa) de
água.
– Ensopados – usar farinha de trigo se desejar engrossar; descongelar como as sopas.
– Assados – resfriar antes de secar o molho e embalar o assado inteiro e o molho em potes, ou o assado fatiado junto com o molho; descongelar no forno, envolto em folha de alumínio. Obs.: as aves não devem ser congeladas com
recheio.
– Molhos – o ideal é preparar em grandes quantidades, embalando em potes com margem para expansão (não usar embalagens de alumínio); descongelar no refrigerador ou em panela de pressão para não secar.
– Strogonoff – refogar a carne com os temperos, sem colocar o creme de leite; resfriar e embalar; descongelar em panela de pressão com 5 colheres de água, adicionando o creme de leite quando estiver fervendo.
– Arroz – usar 1 xícara e meia de água para cada xícara de arroz, refogando com os temperos; resfriar e embalar em porções; descongelar em panela de banho-maria de forma que o vapor penetre no arroz.
– Purê de batatas – amassar a batata ainda quente e acrescentar a manteiga; resfriar e embalar; descongelar embalado em banho-maria, acrescentando em seguida o leite e o sal.
– Caldos – preparar os caldos concentrados, guardando em formas de gelo; depois de congelados, reembalar em saco plástico.
– Cuscuz – não usar ovos no preparo; embalar em recipientes plásticos rígidos; descongelar em panela de banhomaria, de forma que o vapor penetre; decorar depois de descongelado.
– Feijão – preparar normalmente, sem deixar que os grãos amoleçam muito; resfriar e embalar; descongelar colocando um pouco de água fria numa panela de pressão, abrindo quando formar pressão; ferver um pouco mais se desejar caldo mais espesso. Obs.: O mesmo procedimento se aplica à feijoada, lentilha, grão-de-bico etc.
– Panquecas – congelar recheadas e com molho ou só os discos, separados por folhas plásticas e embalados num saco plástico; descongelar as panquecas recheadas no forno, cobertas com folha de alumínio, e os discos em temperatura ambiente.
– Lasanhas – congelar prontas (substituir a maizena por trigo no molho branco) montando num pirex forrado com plástico levar ao freezer por 2 horas, desenformar e embalar em saco plástico (pode permanecer no pirex se não
houver necessidade de liberá-lo); descongelar no refrigerador ou em banho-maria, usando uma assadeira com água fria para não causar choque térmico; cobrir com folha de alumínio e levar ao forno.
– Caneloni, Ravioli e Capeleti – podem ser congelados prontos ou não; quando prontos, o procedimento é igual ao da lasanha.
– Suflê – pode ser congelado pronto, embora perca sua textura original ao ser descongelado.
– Bife à Milanesa pronto – fritar em óleo novo, resfriar e embalar em folha de alumínio ou papel aderente; descongelar no forno, inicialmente em temperatura baixa, aumentando após o descongelamento.
– Bife à Milanesa cru – embalar em folha de alumínio, guardando sem colocar um sobre o outro; descongelar no refrigerador ou fritando em bastante óleo, poucos de cada vez.
– Docinhos – brigadeiro, olho-de-sogra, beijinho, cajuzinho e outros devem ser congelados antes de embalar; descongelar em temperatura ambiente ou no refrigerador; doces caramelados não congelam, devendo receber o caramelo no dia em que serão consumidos.
– Sobremesas – musses, tortas (inclusive de ricota), quindim, papo-de-anjo, doces de frutas, pão-de-ló, bolachas, maria-mole e muitas outras sobremesas congelam perfeitamente.
– Tempo de conservação (pratos prontos, doces ou salgados): 3 meses.

XX – RECOMENDAÇÕES GERAIS
1 – a programação do cardápio facilita as compras e o preparo dos alimentos.
2 – utilizar sempre o que estiver congelado há mais tempo.
3 – não esquecer de etiquetar tudo, evitando a perda de alimentos por ultrapassar do limite de tempo de conservação.
4 – é conveniente ter sempre no freezer os temperos mais utilizados.
5 – para transportar alimentos congelados usa-se caixas de isopor com blocos de gelo, feitos em caixas plásticas e
embalados em sacos plásticos (colocar primeiro os alimentos, e em seguida os blocos).

XXI – ALIMENTOS QUE NÃO SÃO APROPRIADOS PARA CONGELAMENTO
– Maionese
– Saladas cruas
– Gelatinas
– Claras em neve ou cozidas
– Batatas cozidas
– Manjares
– Ovos cozidos
– Pudins cremosos
– Creme de Leite
– Curau

INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS

I – CONGELAMENTO DE VEGETAIS
Os vegetais a congelar devem ser frescos e bem lavados, retirando-se as partes danificadas, permanecendo no refrigerador até a hora da preparação.
Fases da preparação:

a) Branquear (escaldar) os vegetais em 2,5 litros de água, mergulhando cerca de 300 g cada vez, com o auxílio de uma peneira. Os vegetais deverão ficar imersos na água fervente pelo tempo indicado na tabela adiante. A mesma água pode ser usada para até 8 porções do mesmo tipo de vegetal, aguardando-se levantar fervura antes de mergulhar nova porção (para vegetais diferentes é necessário trocar a água).

b) Resfriar os vegetais no mesmo espaço de tempo em que foram escaldados, também com o auxílio da peneira. Passar primeiramente os vegetais em água fria corrente e em seguida mergulhá-los em água com gelo.

c) Secar bem, embalar e etiquetar.
Tabela para Branquear e Resfriar Vegetais:

Vegetais – Minutos
Aipo – 4
Abóbora cortar em pedaços – 3
Abobrinha cortada em pedaços – 2
Acelga em folhas – 2
Acelga talos – 2
Alcachofra – branquear com água e limão – 8
Alho porró  – 4
Almeirão – 2
Aspargo – 4
Batata (congelar frita/refritar antes de servir)
Beterraba inteira, tamanho médio – 8
Berinjela (melhor como prato pronto) – 4
Brócolis deixar de molho 30 min., escaldar em água e sal – 4
Cenoura inteira – 5
Cenoura em rodelas – 3
Chicória – 2
Chuchu (melhor como prato pronto) – 2
Cogumelo deixar de molho em água, limão e sal por 5 min, escaldar e congelar com água – 3
Couve – 2
Couve-Flor (somente os buquês) – 3
Ervilha fresca em grãos – 2
Ervilha fresca em vagem – 3
Espinafre espremer para tirar toda a água; não usar a água do branqueamento – 2
Favas, somente os grãos – 4
Mandioca, limpar e cortar – 8
Mandioquinha – 5
Milho em espiga – 8
Milho em grãos – 3
Mostarda – 2
Nabo – 5
Palmito, branquear com água e limão – 5
Pimentão – 2
Quiabo inteiro – 3
Repolho – 2

Obs.: Tempo de conservação dos vegetais branqueados: 10 meses
Em pratos prontos, permanecem conservados por 3 meses.

II – DESCONGELAMENTO
Os vegetais branqueados amolecem no freezer, necessitando de cozimento mínimo, e seu congelamento pode ser efetuado de formas diferentes:

a) – Levar os vegetais ao fogo numa panela com água até ferver.

b) – Descongelar com o vapor em panela de banho-maria (cuscuzeira).

c) – Colocar os vegetais numa panela de pressão e acrescentar 3 colheres de água; depois que formar pressão, deixar por 2 minutos.

d) – Levar os vegetais ao fogo numa panela com água e temperos para refogar, deixando a panela tampada (fogo mínimo).

Temperos

Alho – descascar e colocar os dentes num pote rígido, cobertos com óleo; retirá-los conforme a necessidade, com o auxílio de uma colher.

Cebola – picada ou cortada em rodelas: proceder como no caso do alho; inteira: tirar a pele e colocar quantas quiser num saco plástico, extraindo o ar; ralar a cebola ainda congelada e guardar as restantes sem esquecer de extrair o ar.

Salsinha e demais temperos verdes – lavar, secar e guardar num recipiente plástico com tampa, compactando bem; retirar cada porção necessária raspando com uma colher; preencher o espaço entre o tempero e a tampa antes de guardar a quantidade não utilizada.
Obs.: Tempo de conservação do Alho, Cebola e Salsinha: 6 meses.

Tomate – maduros e firmes, cortados em pedaços; levar ao fogo ½ kg de cada vez, numa panela sem água, pressionando levemente com uma colher por 2 minutos; resfriar também por 2 minutos e bater no liqüidificador, passando em seguida por uma peneira; temperar cada litro do suco resultante com ½ colher (chá) de açúcar ou sal e congelar em formas de gelo ou potes (com espaço para dilatação). Tempo de conservação: 12 meses.

Sucos de vegetais crus – congelar em formas de gelo ou potes (com espaço para dilatação). Tempo de conservação: 4 meses.

Vegetais ao natural – podem ser congelados bem frescos sem branquear:
Couve-mineira, ervilha, mandioca (limpar, lavar, secar e embalar individualmente em papel aderente ou plástico), milho verde, pimentão (uso como tempero).

III – CONGELAMENTO DE FRUTAS
Com exceção da banana e da pêra d’água, todas as frutas podem ser congeladas inteiras ou cortadas, em forma de purê ou suco, devendo-se descascar e retirar os caroços imediatamente antes do congelamento, que apresenta 3 variantes:

a) – Ao natural

b) – Com açúcar – passar a fruta em açúcar ou bater no liqüidificador com açúcar.

c) – Em calda – ferver água e açúcar em quantidades iguais, deixar esfriar e cobrir as frutas até que fiquem totalmente imersas na calda; para frutas com tendência a escurecer pela oxidação, preparar a calda com ácido ascórbico na seguinte proporção:
– 1 xícara de água/1 xícara de açúcar/ ½ colher (chá) de ácido ascórbico (vitamina C concentrada).
Em ambos os casos, deixar margem de expansão ao embalar.
Preparação:
Abacate – bater com limão e açúcar no liqüidificador.
Abacaxi – cortar em fatias ou pedaços, congelar com açúcar ou em calda, ou ainda em forma de suco.
Ameixa – cortar ao meio e congelar em calda ou com açúcar.
Amora – não lavar, congelando ao natural, em calda ou com açúcar.
Cereja – lavar, secar e tirar os caroços, congelando em calda ou com açúcar.
Coco – ao natural, em pedaços ou ralado.
Figo – inteiro, em calda; servir antes de descongelar totalmente.
Goiaba – em calda, sem as sementes.
Jabuticaba – ao natural.
Laranja – em gomos, sem a pele branca e as sementes, em calda ou com açúcar; em forma de suco espremer levemente.
Limão – raspar a casca e guardar em vidrinhos para aproveitamento em bolos; congelar em forma de suco.
Maçã – de preferência para tortas ; descascar, cortar em fatias, retirar as sementes e mergulhar numa solução de água e
sal (2 litros de água e 1 colher (sopa) de sal) por 5 minutos; congelar em calda com ácido ascórbico.
Maracujá – bater ligeiramente e congelar o suco.
Manga – cortar em fatias e congelar em calda.
Melão – cortar e congelar em calda; servir ainda gelado.
Morango – com açúcar; congelar em aberto, embalando posteriormente.
Pêra – somente a do tipo caseiro, para doce; congelar em calda com ácido ascórbico.
Pêssego – descascar e tirar o caroço, congelando em calda com ácido ascórbico.
Uva – em forma de suco.
Pinhão – cozido e sem casca.
Castanha – cozida e sem casca, em forma de purê.
Oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas) – retirar a casca e congelar inteiras, ao natural; descongelar em temperatura
ambiente.
Sucos ou Chás – concentrados e congelados em formas de gelo.
Obs.: Tempo de conservação: 6 meses

IV – DESCONGELAMENTO
Em temperatura ambiente ou acelerado sob água corrente (na embalagem)

V – CONGELAMENTO DE CARNES
Todos os tipos de carnes podem ser congelados, bem como os miúdos e os derivados. A carne ideal para congelar é a fresca, embora não seja aconselhável congelar carne de animal recém-abatido, esta deverá permanecer de 24 a 48 horas no refrigerador antes de ir para o freezer. A carne que já tenha sido congelada crua, como a vendida nas épocas de entressafra, só pode ser recongelada sob forma de prato pronto. Não se deve lavar e temperar a carne a ser congelada; apenas tirar os ossos e o excesso de gordura. A embalagem ideal é o saco plástico ou de papel aderente, pois as folhas de alumínio são difíceis de soltar da carne congelada e também ocasionam ressecamento. A carne deve ser embalada sem ser dobrada, e em porções isoladas para cada refeição.

Preparação:

a) – Bifes e Hamburgers – congelar individualmente em forma de alumínio ou pirex forrada com plástico, colocando-os lado a lado; forrar novamente e colocar mais uma camada de bifes, cobrindo também com plástico; deixar no freezer por 2 horas e em seguida embalar todos juntos num saco plástico, retirando-os conforme a necessidade.

b) – Filé mignon, Fígado e Lombo de Porco – devem ser duplamente embalados.

c) – Demais carnes – embalar sempre hermeticamente.
Tempo de congelamento:
Carne bovina fresca – 12 meses
Miúdos de bovinos frescos – 3 meses
Carne bovina processada comercialmente – 2 meses
Carne moída – 3 meses
Hamburgers – 3 meses
Carne de porco fresca – 6 meses
Lingüiça e Salsicha – 2 meses
Bacon (tende a concentrar o sal) – 2 meses
Tender e Presunto – 4 meses
Carneiro e Coelho – 8 meses
Vitela – 4 meses
Caça – 12 meses

VI – DESCONGELAMENTO
O descongelamento ideal de carnes é efetuado no refrigerador, de um dia para o outro. Mas se não for possível utilizar este método, proceder conforme as instruções abaixo ( a carne não pode ser mergulhada em água ou lavada, pois perde suas propriedade):

Bifes e Hamburgers – podem ser fritos ainda congelados em fogo forte, numa frigideira com tampa, deixando-se uma abertura para não cozinhar.

Lagarto, Coxão mole e demais carnes p/assar – levar ao forno envolvida em folha de alumínio até descongelar parcialmente; temperar e levar novamente ao forno para terminar de descongelar e assar.

Coxão duro, Músculo e demais carnes p/sopa – coloque a carne congelada diretamente numa panela com água fria, tempere e deixe cozinhar.

Carne moída – havendo necessidade de refogar, coloca-se numa panela com os temperos, tampando após mexer com uma colher para não grudar (fogo mínimo).

Salsicha – colocar numa panela com água fria em fogo mínimo.

Lingüiça – descongelar numa panela com água e óleo; ao secar a água, automaticamente terá início a fritura.

VII – CONGELAMENTO DE AVES
Se a ave for abatida em casa ou no momento da compra, deverá permanecer por 6 horas no refrigerador antes de ir para o freezer. No caso de ave já resfriada, isso se torna desnecessário. Para congelar uma ave inteira crua, é necessário passar manteiga em sua pele para evitar ressecamento. Os miúdos
devem ser retirados e embalados separadamente (preencher a cavidade com papel ou plástico). No caso de frango a passarinho ou em pedaços, o congelamento pode ser feito individualmente, como no caso dos bifes, em porções isoladas para cada refeição. O saco plástico é a embalagem mais prática para o congelamento de aves, cujos ossos podem escurecer durante o processo, fato que não interfere no sabor ou qualidade.

Tempo de conservação:
Frango – 9 meses
Peru – 8 meses
Pato – 4 meses
Codorna – 6 meses
Miúdos – 3 meses

VIII – DESCONGELAMENTO
O descongelamento ideal de aves é o efetuado no refrigerador. Mas se for necessário acelerá-lo, mergulha-se a embalagem num recipiente com água fria. Para caldos ou sopas, os pedaços podem ser colocados ainda congelados na
panela com água fria. Para assar, leve a ave envolvida em folha de alumínio ao forno, em baixa temperatura; temperar e levar ao forno novamente em alta temperatura.

IX – CONGELAMENTO DE PEIXES
Os peixes para congelamento devem ser bem frescos ou já resfriados (se descongelarem durante o transporte, só podem ser congelados sob a forma de pratos prontos). O bacalhau pode ser congelado cru, retirando-se inicialmente todo o sal. A embalagem ideal é o saco plástico ou papel aderente, podendo ser usado o processo de congelamento individual, como no caso dos bifes.
Tempo de conservação:
Peixe magro – 6 meses
Peixe gordo – 3 meses

X – DESCONGELAMENTO
Os peixes podem ser descongelados no refrigerador, sob água corrente (ainda embalados) ou no formo, se forem para assar (colocar rodelas de batata sob o peixe, para não grudar na assadeira).

XI – CONGELAMENTO DE CRUSTÁCEOS MOLUSCOS
Assim como os peixes, os crustácos ou moluscos omprados já congelados não podem voltar ao freezer crus e pois de perderem a temperatura ideal durante o transporte.

Preparação:

Camarão – pode ser congelado cru, sem a cabeça ou totalmente limpo, lavar bem e banhar numa solução 1 colher (chá) de sal para cada litro de água; para congelamento do camarão limpo cozido, deixar ferver por apenas 5 minutos,
resfriando em seguida ( o congelamento individual é o mais prático para camarão, permitindo retirar a quantia necessária para cada refeição).

Siris, Caranguejos e Lagostas – após a limpeza, lavar bem e escaldar por 15 minutos, resfriando rapidamente.

Ostras e Mariscos – congelar apenas se forem frescos, lavando bem e levando ao fogo com pouca água para que as conchas se abram; resfriar rapidamente e embalar (com ou sem as conchas).

Polvo – limpar, escaldar por 2 minutos e resfriar rapidamente.
Tempo de conservação: 6 meses

XII – DESCONGELAMENTO
Pode ser efetuado no refrigerador, diretamente no fogo, com molhos e refogados, ou na frigideira.

XIII – CONGELAMENTO DE OVOS

São 3 as modalidades de congelamento de ovos:

Ovo inteiro – retirar da casca e mexer sem formar bolhas, com um garfo, adicionando para cada ovo uma colher (café) de sal ou açúcar, conforme sua utilização posterior.

Gema – mexer levemente com um garfo, adicionando ½ colher (chá) de sal ou açúcar, conforme sua utilização posterior; levar ao freezer em formas de gelo e retirar os cubos congelados, embalando-os num saco plásico para voltar
ao freezer.

Clara – ao natural, utilizando o mesmo processo de armazenamento das gemas.
Obs.: As claras não podem ser guardadas no refrigerador, pois desenvolvem a salmonela.
Tempo de conservação: 6 meses

XIV – DESCONGELAMENTO
O descongelamento lento, em recipiente tampados no refrigerador, é o mais indicado; as claras podem ser batidas ainda geladas. Para orientação quanto à proporção a utilizar a seguinte tabela:
1 ovo inteiro eqüivale a 3 colheres de sopa.
1 gema eqüivale a 1 colher de sopa.
1 clara eqüivale a 2 colheres de sopa.}

XV – CONGELAMENTO DE LATICÍNIOS
É indispensável que os laticínios a congelar sejam de boa qualidade e que seu prazo de validade para consumo não esteja vencido.

Preparação:
Leite Homogeneizado – secar bem a embalagem e levar diretamente ao freezer (pode ser empilhado depois de congelar).

Leite fresco – ferver por 10 minutos e resfriar.

Manteiga ou Margarina – congelar na própria embalagem ou em sacos plásticos.

Queijo – com exceção do queijo fresco tipo minas e da ricota, que congelam apenas quando usados como ingredientes, os demais congelam perfeitamente em porções de 250 g; embalar duplamente, primeiro com papel aderente e em
seguida com folha de alumínio.

Queijo ralado – congelar em sacos plásticos ou potes (não gruda, mesmo congelados).

Sorvete – congelar em lata ou caixa, cobrindo as porções não consumidas com plástico ou celofane; não recongelar o que for derretido.

Tempo de conservação:
Leite – 4 meses
Manteiga – 6 meses
Queijo – 8 meses
Sorvete – 2 meses

XVI – DESCONGELAMENTO
Leite – pode ser descongelado no refrigerador ou em temperatura ambiente; em caso de pressa, colocar um pouco de leite frio numa panela e adicionar o leite congelado, deixando em fogo mínimo (se a gordura se separar, bater no
liqüidificador). Demais laticínios descongelamento ideal é no refrigerador.

XVII – CONGELAMENTO DE PÃES, BOLOS, TORTAS E SALGADOS
É possível congelar a massa ou os pães prontos (não amanhecidos), que readquirem suas características originais após o descongelamento.

Pão Francês – embalar em sacos plásticos, extraindo o ar; descongelar em temperatura ambiente ou no forno, envolto em folha de alumínio.

Pão de Forma – embalar em plástico, de preferência em porções individuais.

Pão Recheado – embalar em plástico ou folha de alumínio; descongelar no forno, envolvido em folha de alumínio (baixa temperatura até descongelar, aumentando em seguida).

Pão Doce – não deve ser congelado se tiver recheio de maizena.

Sonho – congelar sem recheio.

O congelamento de bolos apresenta bons resultados, recomendando-se preparar vários a cada fornada.

Bolo Simples – assar em formas aluminizadas pequenas ou em formas retangulares para cortar em pedaços; embalar frio em bandejas ou sacos plásticos; descongelar ainda embalados em temperatura ambiente ou no forno, por 15 minutos, envolto em folha de alumínio.

Bolo com Cobertura – depois de decorado, levar ao freezer sem embalagem; após 2 horas embalar em folha de alumínio ou saco plástico (tirar da embalagem antes de descongelar, para não danificar a decoração).

Torta – tanto a massa quanto a torta moldada sem assar podem ser congeladas, bem como a torta assada.

Torta Salgada – é mais prático congelar pronta, mas pode ir ao freezer crua; descongelamento em temperatura ambiente ou no refrigerador (pincelar a gema apenas no momento de ir ao forno).

Doces – não devem ser congelados se tiverem recheio de maizena ou cobertura de gelatina.

Pizzas – podem ser congeladas com todos os ingredientes ou só os discos, já assados e separados por plástico; quando já preparadas, com mussarela e recheios, levar ao freezer por 1 hora, antes de embalar individualmente.

Esfiha – congelar pronta, individualmente (como os bifes); descongelar no forno envolta em folha de alumínio.

Pastéis – preparar os pastéis com massa caseira ou pronta, levando ao freezer por 40 minutos; congelar individualmente e armazenar em saco plástico; retirar 30 minutos antes de fritar (ainda gelados) e usar bastante óleo, sem esquentar
muito, fritando um por vez.

Coxinhas – mesmo procedimento dos pastéis.

Croquetes – podem ser congelados fritos ou não; quando fritos, embalar em porções isoladas com papel aderente, saco plástico ou folha de alumínio; descongelar no forno; quando não estiverem fritos, proceder como no caso dos pastéis.

Quibes – congelar assado ou frito, embalado em papel alumínio, plástico ou papel aderente; descongelar no forno.

Sanduíches – evitar recheios de tomate cru, alface, pepino e ovo cozido, pois estes não congelam; embalar individualmente em plástico aderente ou folha de alumínio; descongelar em temperatura ambiente, com a embalagem.

Tempo de conservação:
Pão doce – 3 meses
Pão caseiro – 2 meses
Outros pães – 4 meses
Bolo simples – 8 meses
Bolo decorado – 4 meses
Torta crua – 6 meses
Pizza disco – 4 meses
Pizza preparada (mussarela) – 3 meses
Pizza preparada (atum, camarão, lingüiça) – 1 mês
Esfiha – 3 meses
Pastéis – 3 meses
Coxinhas – 3 meses
Croquetes – 3 meses
Quibes – 3 meses
Sanduíches – 1 mês

XVIII – CONGELAMENTO DE PRATOS PRONTOS
Descobrir as vantagens do congelamento de pratos prontos é uma experiência fascinante, levando uma nova dimensão de conforto para o lar. E para que sejam obtidos os melhores resultados com essa modalidade de congelamento, basta que sejam observados os seguintes critérios:}

1 – cozinhar os alimentos por menor espaço de tempo do que o convencional, pois o processo amacia os alimentos. Usar também menos sal e temperos, que são realçados durante o congelamento, assim como o próprio sabor do prato.

2 – quando um alimento estiver pronto, deve ser resfriado rapidamente mergulhando-se a panela em água com gelo. Isso interrompe o processo de cozimento e preserva os valores alimentícios e o sabor.

3 – usar embalagens pequenas, que possibilitam retirar do freezer a quantidade ideal para cada refeição. Assim são evitados os desperdícios, inclusive porque um prato descongelado não pode voltar ao freezer.

4 – os recipientes plásticos rígidos com tampa são os mais apropriados para os pratos prontos. É importante não deixar espaço entre o alimento e a tampa, bem como extrair todo o ar, etiquetar e levar ao refrigerador até que esfriem
completamente, para então iniciar o congelamento.

5 – o descongelamento ideal ; e o mais rápido: direto ao fogo ou ao forno.

6 – consumir o alimento até 24 horas após o descongelamento, exceto no caso de frutos do mar, que devem ser levados à mesa até 12 horas depois de congelados.

Fonte: http://www.livrodereceitas.com/diversos/congelamento/