Bolo engorda marido, ou engorda eu mesma?

Que coisa mais linda é passar essa receita aqui… dois são os motivos da minha felicidade…

Primeiro porque quem me passou essa receita é uma amiga muito querida, nem sei se ela mesma sabe o quanto eu a amo e tenho orgulho de ser amiga dela, se não sabe, tá sabendo agora né!?

Segundo porque o bolo é delicioso, daqueles que você lembra da infância, sei lá… e eu até demorei pra compartilhar essa receita, porque ela também merecia vir para o blog, quando ele estivesse assim com a cara nova!

O engraçado é que na casa da Flavinha e do Wiliam, nós sempre somos tratados como reis, sabe? Eles se preocupam até demais… Mas eu adoro! E nesse dia, esse bolo me fez mais feliz ainda, eu fiquei até com vergonha, de tanto que comi e no fim ainda trouxe um pedaço pra casa! 🙂

Claro que ela percebeu o quanto eu curti, porque na mesma semana me enviou a receita!

E eu já fiz várias vezes aqui em casa, já levei ele pra uma festinha junina e em todas as ocasiões, ele fez o maior sucesso.

Bolo Engorda Marido

Agora a grande beleza da receita é o preparo, mais simples impossível!

É assim: Unte uma forma (pode ser de pudim, pode ser retangular ou redonda) com margarina e farinha de trigo. Pré-aqueça o forno em temperatura baixa. Daí bata no liquidificador 1 lata de leite condensado, 1 lata de leite (a mesma medida do leite condensado), 200 ml de leite de coco, 1 xícara de farinha de trigo, 1/2 xícara de açúcar, 3 ovos e 3 colheres (sopa) de margarina. Coloque a massa na forma e leve ao forno por mais ou menos uns 50 minutos, ou até passar no teste do palito.

E é isso, nada além disso…

Daí você guarda muito bem essa receita, porque ela veio de uma pessoa muito especial, não esqueçam! E ó, pode comer quente, pode comer frio… repito, o bolo é diivino!

Beijo gente!

— Update: Muita gente me mandou e-mail perguntando, mas gente! O bolo realmente não leva fermento! A receita está correta!


Identidade Gastronômica

Há uma razão de ser esse programa chamar-se Intercâmbio. Essas últimas semanas na escola foram exatamente isso, ou seja, eu tive a oportunidade de conhecer um pouco da cultura, hábitos e trejeitos de franceses, venezuelanos, coreanos, japoneses e até suíços, e eles um pouco de mim, encarregada de ser o exemplo de um brasileira – aqui a minha ressalva, eles dizem que de brasileira eu nada tenho, mas, eu sou, nascida e criada em São Paulo e apesar dos pesares, tenho muito orgulho disso.

Enfim, quando falamos em cultura e hábitos, uma das primeiras coisas que claro nos vem a mente é: Qual é o prato típico do seu país? Da nossa parte a resposta é sempre Feijoada, mas, seria isso mesmo, quantas vezes comemos feijoada durante o ano, quantos de nós sabe realmente prepará-la, eu não sei ! Então, a segunda resposta é: arroz, feijão, bife, batata frita e salada, e quando dizemos isso, eles não compreendem por que é um prato tipicamente brasileiro, já que aqui eles também comem feijão, não é como o nosso, é um de latinha, mas, igualmente pode ser servido com arroz que também está sempre na mesa dos japoneses – você vê a dificuldade de se denominar prato típico? Italianos comem massa, mas, você brasileiro natural de São Paulo, me diga o que não pode faltar na sua mesa aos domingos? Depois de muito debater chegamos a conclusão óbvia: Numa sociedade globalizada, acabamos por perder um pouco da nossa identidade para receber um pouco de todas e assim chegamos a outro ponto: Churrasco, sim esse é o prato típico brasileiro. A forma de preparo, como é servido, não encontramos nada parecido, inclusive o gosto da nossa carne é único, como já disse antes, aqui não comemos carne de tão diferente (e ruim) que a carne Irlandesa é.

Assim sendo, depois desse debate, nada melhor do que vivenciar as outras culturas, degustando o que de melhor há em cada culinária.

Identidade

Em uma tarde convidei os meus amigos suíços para cozinhar, um prato simples e típico da Suíça. E eles preparam o Älpermagarone que basicamente para nós é um macarrão com creme de leite, queijo, presunto. Realmente acho até que é bem inserido na nossa cultura, não é nada de outro mundo, simples e delicioso para que gosta de massa.

Hoje na escola foi a hora e a vez de experimentar um prato tipicamente Venezuelano, a tal Arepas. Uma espécie de pão recheado de queijo e presunto, mas pode se inventar outros recheios. É um prato bem comum por lá e pode ser servido a qualquer hora, foi o que eles disseram.

Identidade

Agora que já tenho o tempo contado para o fim da minha aventura pela Europa, sinto que esses tempos de troca foram o mais importante de tudo. Na vida por vezes separamos as pessoas por finalidade ou qualquer outra razão que possa parecer lógica, entretanto, aqui a gente aprende na prática a respeitar e aprender sobre as diferentes culturas, vivenciando essa pluralidade toda, pondo de lado os nossos pré-conceitos por que aqui você sabe que é uma oportunidade e não um dever.

E por essas duas semanas fantásticas que tive por aqui a música que fica é Music when the lights go out do The Libertines. Até logo menos !


Dublin – A cidade dos Pubs

Vir a Dublin e nao desgustar da mais famosa cerveja do mundo, Uma pint de Guiness, é considerado quase um pecado mortal por aqui. Eu que não tenho gosto e nem apego por cerveja, em todas as ocasiões que fui a um pub com amigos tive que me virar entre uma coca cola ou um suco. Até que encontrei a melhor bebida alcoólica para pessoas como eu. Já ouviu falar da Kopparberg? É uma cidra e portanto de baixo teor alcoólico. O que tem de especial são os sabores: Pera, Maçã Uva e ela é tão docinha, tão docinha que todo cuidado é pouco, na terceira garrafinha você estará tão ou mais alcolizado que alguém que tomou apenas uma pint.

Há uma outra cidra chamada Bulmers que é uma bebida legitimamente Irish, também faz muito sucesso por aqui entre a turma do contra á cerveja.

Agora além da famosa Pint entre os alcoólatras anônimos de Dublin não pode faltar o velho e bom whisky irlandes para aquecer nesse inverno de temperaturas negativas.

Enfim, Dublin sobrevive do mito dos pubs e isso é a mais pura verdade. Os Irlandeses levam a sério o happy hour, as sextas-feiras e todas as comemorações que terminam em noitadas em pub muito a sério. Entre os brasileiros os pubs favoritos são: Diceys, Temple Bar e Fitzsimons. A Diceys é conhecida por concentrar a maior taxa de estrangeiros por metro quadrado e isso por que a pint custa apenas 2 euros enquanto em outros lugares não sairia por menos de 5 euros. O Temple Bar é o pub mais importante de Dublin, muitos artistas e estrangeiros passaram e passam por lá diariamente, sendo um bar que recebe muitos turistas é claro, a bebida é cara. Já o Fitzsimons é interessante por trazer sempre bandas que tocam covers de musicas famosas, deixando o clima do pub sempre animado.

Ontem eu fui parar em um pub chamado O’ Reillys que apesar de salgado o preço das bebidas também serve porção de camarão e franguinho frito, que é uma delícia! Isso sem falar que é muito animado, ou pelo menos é em dia de jogo. Eles tem um telão bacana e aqui na Irlanda apesar do futebol não ser o que é para nós brasileiros, eles acabam torcendo para times ingleses, e ai é a mesma coisa que para nós: Cerveja, Futebol e Pub (buteco).

E como pub e musica são duas coisas que não se separam, a minha dica dessa semana é a banda irlandesa The Divine Comedy e a música para esse post é At the Indie Disco.


Tendências de Cozinhas

Nada mais apropriado para falar de tendências de design em cozinhas do que o título do blog: Conversa na Cozinha. Cada vez mais a cozinha é o coração da casa, onde a família se encontra e os amigos conversam com os novos gourmets. Cozinhar é muito mais prazeroso quando outros se juntam para comer. E é ainda mais gostoso se eles se juntam para cozinhar. Por isso ela tem que ser cada vez mais prática, aconchegante e confortável para exercer tantas funções. A cozinha agora é um ambiente social da casa.

Cozinha Social

Consumo consciente

Outra grande tendência é o consumo consciente, mas de uma forma bem abrangente. Começando pelo consumo, as pessoas não compram móveis ou decidem a cor da parede pensando no longo prazo, como antigamente.
Gerações que surgiram num mundo descartável vão consumir cada vez mais. O dia que enjoarem da parede berinjela, pintam de outra cor sem drama. O móvel que saiu de moda pode ser vendido no Mercado Livre ou doado para pessoas que precisam num piscar de olhos. Ou seja, a decoração fica cada vez mais próxima da moda: dinâmica e autêntica.
Mas a conscientização ecológica que também chega cada vez mais forte nos direciona para as origens, para o reuso, para baixos consumos de energia e água, para a busca de móveis que podem ser readaptados no futuro. Por isso os móveis de nossos avós começam a voltar repaginados para casas modernas. O vintage e o retrô nunca estiveram tão fortes.

Além da consciência ambiental, a atenção à saúde e a crise econômica mundial, ainda presente, também influenciam o consumo e o design de cozinhas. Na linha da saúde, as hortas estão cada vez mais presentes para garantir alimentos mais saudáveis e frescos, os fogões trazem alternativas para cozinhar com vapor e grelhados. E na linha econômica, o luxo se torna mais humilde – clássico, minimalista e simples.

Cores

As cores da moda vêm justamente dos sentimentos relacionados ao consumo consciente e à esperança do fim da crise – muito branco e cores neutras, assim como toques super coloridos, brilhos intensos e metálicos.

Mas a tendência mais importante de todas é a da autenticidade, a fuga do lugar-comum. Por isso invente bastante, solte sua criatividade e tenha uma cozinha com a sua cara, e não do jeito que alguém disse que está na moda 😉

Se você quiser mais dicas de design de cozinhas, visite o Casa da Id&a e sinta-se em casa. Te vejo por lá!

Imagens: Freshome, Adore Magazine, Miele, Casa, Coisas & Tal

Manuela Mitre é Designer de Interiores e começou com o seu próprio apartamento, mudando até a cozinha de lugar. Ela conta que ficou fantástico! Criou o Casa da Id&a em 2009 para compartilhar um pouco do que acredita ser Design de Interiores de verdade – inspiração, design e arte. Sem “pode” ou “não pode”, o que importa é a mensagem e a sensação que o ambiente transmite. E isso inclui, claro, sua funcionalidade.

https://casadaidea.wordpress.com/ entre e sinta-se em casa!


Filé de Frango Grelhado e a 2ª Vitória

Depois do arroz e do feijão, sempre vem à “mistura” não?

Filé de Frango Grelhado

Pegar uma parte do bicho e descongelar, se necessário (Nesta experiência eu optei pelo peito do frango).

Gente, esse é o meu maior desafio na cozinha, eu morro de nojo de carne crua, e o barulhinho que faz quando agente manuseia aquele negócio? É complicado. Imaginem meus amigos, há algumas semanas atrás eu confessei a vocês ter nojo do cheiro do alho e da cebola na mão, quem dirá de carne crua, e do cheiro da carne crua, e do sangue que espirra no rosto. Se eu passar por isso, agora sim, eu acredito que posso aprender a cozinhar. Outro detalhe, geralmente eu nunca penso que aquilo ali é um animal morto, mas quando vejo a carne crua, aí sim eu lembro, e muito, sinto dó do falecido, nojo, passo a me sentir horrível e penso que vou virar vegetariana na seqüência de comer aquele prato, mas ai, eu experimento aquele franguinho com salada… Bem, futuramente eu opto pelo vegetarianismo, afinal de contas, cadeia alimentar e proteínas são uma realidade posta minha gente! Tá aí para lidarmos com ela.

Pegar a parte escolhida do bicho e temperar com dois dentes de alho, uma colherzinha pequena de sal e algumas pequenas pitadas de pimenta do reino (lembrando que todas as minhas medidas são puramente experimentais).

Não sei se é necessário lavar a carne antes de temperar, na dúvida, eu dei uma lavadinha sim, com muito sabão (brincadeira, mas sei que vocês acreditariam nisso, vindo da minha parte). Na realidade, eu apenas molhei o bife e coloquei no prato de novo, isso de intuição, porque eu nem sei se isso se faz e quais são as conseqüências disso, se assim ele fica mais fofo, mais bonito, mais cheiroso, enfim…

Esfregar o bife no tempero, virando ele de um lado pro outro, é assim né?

Não façam como eu que acredita que pimenta do reino é atitude e vai bem com tudo sempre em grandes quantidades, às vezes acho que deveria me arriscar a fazer comida indiana. A minha mão sempre coça para colocar mais sal.

Eu sempre achei que o tempero da carne era só na hora que esta ia pra panela, mas não, é necessário temperar antes, aguardar alguns minutos para este pegar o tempero e, só a partir daí, mandar ver na frigideira.

Na frigideira, refoga-se o bicho, em fogo médio, com óleo, margarina ou azeite, (No caso, eu optei por margarina), até dourar, assim acredito eu (risos), girando esse de vez em quando para dourar de ambos os lados.

Este momento sempre me causa um pouco de insegurança, pois eu nunca sei quando a carne não está mais crua, e oferecer algo cru para alguém comer é horrível. Não é? Eu não sou a Bela do crepúsculo que namora um vampiro, e para mim, a única forma de ver se não está cru é:

Comendo ou cortando o negócio na frigideira mesmo, e claro, sentir o cheiro também ajuda, agora que já tenho esse sentido mais apurado na cozinha.

É incrível como o bife encolhe depois de grelhado.

Minha mãe fala sempre para não esperar muito para servir, se não este fica duro demais.

Um post simples, sem maiores crises, somente as existenciais, que já me são peculiares, independentemente do que eu esteja fazendo. O legal, ou péssimo, depende do ponto de vista, é que eu estou sem minha cozinheira do coração em casa (minha mamãe está viajando), então, quem está cozinhando para mim sou eu mesma, é dentro destas experiências que eu estou sobrevivendo. Por exemplo: vou jantar agora o meu próprio bifinho, que a forma de preparo foi toda baseada nas idéias que tenho na cabeça e nas conversas que obtive com seres amigos. Está com uma cara bem boa, e modéstia a parte, o gosto também, que inclusive acertei como uma luva (ao menos na minha concepção) na quantidade dos temperos. Ouvi de uma amiga, mais que querida e especial, que é necessário gostar da sua própria comida.

Posso dizer então:

Vitória na cozinha número dois.

Poxa, eu estou com vantagem nesse aspecto, de três tentativas obtive perda total em uma, vitória suprema em outra e vitória na terceira.

Aguardem-me queridos companheiros, e eu garanto:

Nenhum vampiro ia gostar do meu filé.

Bom Apetite, ao menos para mim. Vou jantar agora o meu próprio filé grelhado, que eu mesma vi nascer: senti o cheiro dele cru, eu mesma temperei, e agora vou devorá-lo, ele estando bem passado.

Até a próxima.