Marido na Achiropita – A festa


Continuando a série sobre a festa de N. Sra. Achiropita, vou falar hoje sobre a festa em si que este ano chega na sua 84ª edição.

A festa acontece todos os anos, durante cinco finais de semana, geralmente sendo quatro em agosto e o primeiro de setembro, mas em 2010 o dia 01/08 será um domingo, assim o primeiro dia da festa será no dia 31/07, quando ocorre uma cerimônia de abertura as 17:30hs. E o último dia será 29/08 quando acontece o encerramento com muitos fogos.

O horário da festa é aos sábados das 18:00 às 00:00 e nos domingos das 17:30 às 22:30.

Duas partes compõem a festa, uma é a Cantina Madona Achiropita, um salão atrás da igreja é forrado de mesas e tem show ao vivo, leião e sorteio de brindes. Aos sábados há uma grande mesa de antepastos e pratos quentes à vontade e no domingo o convite dá direito a um prato de macarrão. Mas para ir na Cantina é preciso comprar os convites com antecedência, pois costumam acabar rapidinho. Eles começaram a serem vendidos no sábado (03/07) na secretaria da Igreja. Maiores informações nos telefones (11) 3105-2789 / 3283-1294.

A segunda parte, são 35 barracas montadas nas ruas Treze de Maio, São Vicente e Dr. Luiz Barreto, a entrada é franca e você compra as coisas nas próprias barracas. Vamos ver se lembro de todas as barracas:

  • Fogazza I e II – A menina dos olhos da festa, desde a 82ª são duas barracas que vendem para desafogar um pouco a barraca da 13 de maio, a maior da festa. Recheada de muzzarela com tomate, chega ter mais de 15.000 unidades vendidas em uma única noite! Totalmente feito no mesmo dia, a massa começa a ser feita ainda de manhã, assim como o recheio começa a ser preparado, ralando o queijo e picando o tomate. Um verdadeiro batalhão de mais de 100 pessoas fazem uma linha de produção que permite a incrível marca.
  • Fricazza – Uma massa leve à base de batatas, forma uma espécie de pizza/pão que é coberta por muzzarela ou calabresa fatiada. Vendida inteira ou em pedaços, costuma fazer bastante sucesso. Pode ser meio à meio.
  • Típica – A única barraca que vende mais de um tipo de comida, tem peperoni (pimentão) ou melanzana (berinjela) recheados, antepasto (berinjela preparada de 3 formas diferentes, pão, sardela) ou só a porçãozinha de pão.
  • Macarrão I, II, III e IV – As 3 primeiras são de Spaghetti e a última de Penne. Ao contrário do que muita gente pensa, a massa não é feita na festa, é fornecido por patrocinador. O que faz o sucesso do macarrão é o molho, esse sim feito na cozinha da festa durante a semana e com receita guardada a sete chaves pelas nonas da festa. O prato é sempre bem servido, acompanhado de queijo ralado e umas fatias de pão italiano.
  • Polenta Bolognesa – Outra maravilha da festa, uma deliciosa polenta firme coberta com molho bolognesa e queijo ralado.
  • Calabresa Brasa e Chapa – Nas duas barracas servidas da mesma forma, no pão com vinagrete.
  • Churrasco Brasa I e II e Chapa – Na brasa é na forma de espeto, sempre tem uma farinha e um molho de pimenta para quem gosta. Na chapa, é no mesmo esquema da calabresa, um bife no pão acompanhado de vinagrete.
  • Pizza I e II – Mini pizza de mussarela, feita na chapa na hora. Sempre bem recheada, é de dar água na boca ver as pessoa comendo com o queijo puxa-puxa fazendo propaganda.
  • Pedaços de Amor I e II –  Espetos de fruta cobertas com chocolate, tem morango, uva e abacaxi.
  • Doces I e II – Doces tipícos italianos como o crustolli, sfogliateli, canolli e outros. Mas também tem doces ‘normais’, como bolos, quindim, torta de morango e muitos outros.
  • Bar I, II, III – Cerveja, refrigerante, sucos, água e vinho. O vinho além do seco ou suave, tem o vinho quente com frutas, que sempre faz sucesso no frio de agosto.
  • Latinha I, II, III, IV – Barracas quem vendem refrigerante, sucos e água espalhadas entre as barracas.
  • Souvenir – Diversos itens para presentear ou levar de lembrança, tem o famoso pandeirinho da festa, boinas, imagens, terços e muito mais.
  • Rifa – A tradicional rifa da festa, sorteia todo ano um carro 0km e o mais legal, um queijo provolone de 2 metros de altura e 100kg !!! Para acompanhar, o ganhador do queijo leva junto um tonel de 40 litros de vinho!
  • Brinquedos e diversão – São diversas barracas de diversão para alegrar a garotada. Inclusive com aqueles pula-pula infláveis gigantes.

Toda essa estrutura é composta e mantida por mais de 1000 voluntários que perdem todos os finais de semana de agosto, carregando peso, ficando horas em pé, passando frio ao pegar as latinhas no gelo ou passando calor ao ficar horas na fritadeira de fogazza. Todo mundo é voluntário, desde os cinco casais da equipe de festa, que são aqueles que organizam tudo durante o ano todo, à rapaziada que fica trepado nas grades das filas para tentar organizar as coisas.

Talvez você esteja se perguntando, para que tudo isso? Porque tanta gente trabalha tanto e de graça? Por que tem gente que precisa. Todo o dinheiro arrecadado com a festa, sustenta durante o ano todo:

  • CEDO – Cerca de 400 crianças são atendidas pelo Centro Educacional Dom Orione, onde recebem reforço escolar, atividades extra-curriculares, no período em que não estão na escola.
  • Creche Mãe Achiropita – Atende mais de 100 crianças da comunidade de 0 a 6 anos, cujos pais precisam ir trabalhar.
  • MOVA – No mesmo espaço do CEDO, à noite é realizado o Movimento de Alfabetização de adultos, que é reconhecido pelo MEC e tudo mais, fornecendo o diploma no fim do curso.
  • Espaço Social D’Achiropita – Onde são servidos 160 almoços por dia para moradores de ruas.
  • Casa Dom Orione – Há um espaço para atender moradores de rua, onde podem tomar banho e cuidar da higiene, contam com apoio psicológico e até de advogados. E também é onde a Melhor Idade se encontra para realizar diversas atividades, como dança, artesanatos e muito mais.

E outras obras sociais da igreja, como as pastorais da juventude, vicentinos e outras.

Tudo isso é mantido basicamente pelo dinheiro arrecadado pela festa e quem é da comunidade, vê o resultado o ano inteiro.

Fazemos pelo amor ao próximo, para fazer a nossa parte por um mundo melhor. E, claro, é uma grande diversão trabalhar ao lado de pessoas que também estão dispostas a se doar desta forma. Lembro que comecei a participar da festa apenas pela curtição, mas hoje, o que me motiva a estar lá todos os anos, é a sensação de realização de poder ajudar a quem precisa. É atender o chamado da Santa.

Bem, vou ficando por aqui, acho que já falei bastante. A esposa já fez algumas dessas delícias em casa, como a fogazza, o vinho quente e a sardela. Eu fiz a calabresa. E pretendemos fazer mais coisas para mostrar aqui para vocês.

Até o próximo capítulo da série…

Entre na Conversa!


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